Archive for setembro, 2017

29/09/2017

Não sei vender. Por onde começo a aprender?

Quando o assunto é vendas existem muitos palpites e poucas opiniões confiáveis. Existem especialistas que afirmam que é um dom. Outros que já vem com a pessoa. Inato. Outros dão dicas sobre educação, postura e vestuário, ou ainda do que o profissional precisa para ser um vendedor, ou de técnicas infalíveis para o sucesso em vendas.

Negociar certamente é parte do processo de vender, porém não é tudo. Muitas vezes vão lhe dar ideia de que tudo o que precisa para vender é aprender a negociar. Não entre nesta.

Existem aquelas pessoas que vão tentar convencer você de que vender é prática. Que somente os anos de experiência vão lhe dar o aprendizado necessário. Não é verdade. Vendas é uma mescla de arte e ciência. Relacionamento e oportunidade. Técnicas, processos e métodos que você poderá certamente aprender e ter sucesso.

Aprender com os mais experientes pode ser uma armadilha cheia de vícios que podem funcionar por algum tempo ou em algumas circunstâncias, mas certamente não se sustentam no dia a dia e não ajudarão você a se tornar um bom profissional.
Se a questão é aprender a vender, a primeira recomendação que dou para você é que não vá atrás das dicas fáceis. Não acredite que vender é um conjunto de técnicas que tornam as pessoas espertas e oportunistas.

Se você quer abraçar vendas, pense na atividade como uma profissão, uma carreira. Você precisa de uma formação tal como em outra qualquer. E mais. Vender não é habilidade inata nem é um dom. Tal como ninguém nasce engenheiro ou médico, também não nasce vendedor. É preciso aprender, praticar e crescer na profissão para se tornar um vendedor de sucesso. Vender dá muito trabalho.

Perfil

Como em qualquer profissão, é importante antes de mais nada conhecer o seu perfil. Ele irá fornecer informações importantes sobre como você é, qual o seu comportamento, e como reage diante das situações.

Conhecer seu perfil permitirá a você saber as habilidades que você já tem, as que você precisará desenvolver e como adequar seu comportamento às situações que a profissão de vendas exige. Existem vários métodos de análise de perfil: DISC, Myers Briggs entre outros. Busque ajuda profissional para realizar estes testes.

O passo seguinte é buscar sua formação. Vendas é um processo especializado e depende, portanto, de qual ambiente de negócios que estamos falando. Varejo, serviços, vendas técnicas consultivas, vendas complexas, para consumidores, para negócios, distribuição, enfim, para cada ambiente, você vai encontrar disciplinas específicas.

Assim é importante que você saiba em qual negócio você quer atuar e buscar a formação adequada. Você ficará surpreso de ver o quanto é diferente a carreira de vendas quando muda o ambiente de negócios. Tal como um curso de engenharia, vendas também tem básico ou geral e especialização. Aqui, se você conhecer o seu perfil, será mais fácil decidir em qual ou quais ambientes de negócio você se sentirá mais confortável.

O desafio para o aprendizado em vendas é grande para aquele que deseja seguir esta carreira. O aprendizado ainda é muito baseado em experiência e cursos de vendas específicos ou não disponíveis de forma isolada.

Mas felizmente isso está mudando e podemos ver várias universidades e faculdades incluindo cursos de formação profissional em vendas no contexto não só dos programas de MBA, mas também em programas de especialização ou mesmo graduação.

Hoje já podemos dizer que existem cursos de formação onde profissionais podem se especializar em uma das profissões mais importantes na cadeia de valor das empresas: vendas. Basta procurar!

>* Enio Klein é professor de vendas e marketing da Business School São Paulo.

> Fonte: Portal Exame.

> Texto também publicado no site da FCDL.

28/09/2017

Sete situações que mudam na vida quando você vira empreendedor

Não são poucas as pessoas que sonham em ter o próprio negócio. Mas será que elas realmente sabem o que as espera numa vida de CEO? Se você sonha em empreender, é importante ter em mente os desafios que encontrará pelo caminho. Do contrário, é bem possível que você se frustre por ter imaginado uma vida que não corresponde à realidade.

Para ajudá-lo a conhecer o que muda na vida quando uma pessoa se torna dona do próprio negócio, elencamos sete respostas publicadas na rede social Quora. Todas foram escritas por empreendedores e respondem à seguinte pergunta: O que muda na vida quando você é um fundador/CEO?

Veja abaixo as respostas:

1 – Caos e montanha russa

“É caótico. Você tem grandes altos e baixos. Sua lista de tarefas cresce mais rápido do que a sua sombra às 5 da tarde. Você cometerá erros, e dois meses depois se questionará por que você não viu falhas tão óbvias. Você se tornará chato para as outras pessoas, porque só falará sobre assuntos que tenham a ver com o seu negócio. Mas é um dos melhores trabalhos para se ter, se você ama o que faz e consegue lidar com o risco. Você perceberá do que é capaz.”

Betty Liu, empreendedora

2 – A responsabilidade aumentou mas meu salário não. E agora?

“Você é responsável por aqueles que emprega. Se a sua empresa tiver um bimestre ruim, alguém perde o emprego. Se a sua empresa não inova com a rapidez com que precisaria, todos perdem o emprego. Se a sua empresa tem uma cultura ruim, seus empregados terão problemas de saúde.

É similar a tomar conta de uma família. Você quer que eles vivam numa casa confortável? Quer que seus filhos frequentem uma boa escola? Então você precisa trabalhar mais para fazer acontecer. Ao mesmo tempo, precisa encontrar o equilíbrio para liberar a sua criatividade para resolver problemas.

Muitas vezes nós não vemos as respostas certas quando estamos soterrados no trabalho. É um trabalho 24 por dia, 7 dias por semana. Você persiste porque o que você está fazendo é mais importante do que você – você está criando vidas agradáveis para, quem sabe, milhares de pessoas.”

Josh Fechter, empreendedor e mentor

3 – Muitas incertezas

“No ano que passou eu me tornei empreendedor. Ser o fundador de algo, sem contar com um salário seguro, sem acordar e ter alguém te dizendo o que fazer, é ao mesmo tempo a coisa mais libertadora e incerta para querer na vida. De um lado, eu posso fazer as malas e ir para qualquer lugar que eu quiser, quando eu quiser. Não existe um chefe, para quem eu preciso pedir permissão.

Por outro lado, eu na verdade tenho um monte de trabalho sobre a minha mesa, portanto tirar uma folga é um desafio. Eu amaria pensar que eu posso fazer o que eu quiser, quando eu quiser, mas eu ainda sou responsável por entregar o trabalho que prometi aos meus clientes. É um nível de responsabilidade que a maioria das pessoas jamais teve.”

Nicolas Cole, empreendedor

4 – Liberdade lifestyle

“Vamos ser honestos: qualquer um pode se chamar de fundador ou CEO hoje em dia. Eu poderia começar um novo negócio em cinco minutos. O poder da internet possibilitou um novo tipo de empreendedor, que eu chamarei de empreendedor ‘lifestyle’. Eles podem trabalhar de qualquer lugar do mundo e gerir suas empresas pelo laptop. A maior parte de sua equipe é remota e a terceirização é fundamental para o seu sucesso. Esses empreendedores podem ganhar apenas algumas centenas de dólares por semana, enquanto alguém que tem escala pode fazer milhões.”

Nathan Resnick, empreendedor

5 – O valor da honestidade

“Você terá um barco maravilhoso e não precisa trabalhar mais. Brincadeira! Aqui vai a verdade sobre o que significa ser um fundador/CEO: eu fundei minha empresa e me tornei CEO com 22 anos. Cresci para 50 funcionários em 5 anos, com clientes na Europa, América do Norte e Ásia.
Isso mudou completamente o que eu penso sobre o que é possível se você usa os padrões certos ao lidar com seus clientes e funcionários. Disse a mim mesmo que ser honesto e confiável são as coisas mais importantes na vida. Que construir relacionamento com seus clientes e ser justo nos negócios vale muito a pena.”

Zbigniew Czarnecki, empreededor

6 – Muito estresse

Tudo está sobre os seus ombros. Tudo. O sucesso ou o fracasso da emrpesa é responsabilidade sua. Não há nenhuma outra pessoa para admirar ou culpar. Além disso, a sua paixão e determinação em alcançar seus objetivos aumentam o estresse porque você fica tão envolvido em alcança-las que simples atrasos e problemas te causam estresse. Por isso você precisa aprender a lidar com o estresse para não deixar que ele te derrube.

Robert Cornish, empreendedor

7 – Coisas terríveis (e o melhor dos mundos)

“Pare para pensar: você quer dormir. Você quer encontrar sua mulher e seus filhos. Você sente medo ao pensar no salário dos próximos meses. Você vai pensar: ‘Eu sou um bilionário!’ e cinco minutos depois: ‘Sou um perdedor…’, e depois de novo ‘Sou um bilionário!’, e de novo e de novo. Você vai acordar com uma lista de coisas ou um modelo financeiro na cabeça. E um monte de outras coisas terríveis. Mas quer saber? É o melhor sentimento de todos. E não importa se você conseguirá 1 bilhão ou 100 bilhões, você deveria tentar.”

> Ruslan Nazarenko, empreendedor.

> Fonte: Portal Newtrade.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Bazar Liquida Palhoça

Bazar Liquida Palhoça vai reunir milhares de pessoas no maior evento de moda da cidade

Evento acontece dias 6, 7 e 8 de Outubro no ginásio Palhoção

Faltam poucos dias para a terceira edição do Bazar Liquida Palhoça, considerado o maior evento de moda, acessórios e calçados do município. Serão 50 estandes de vendas reunidos no ginásio de esportes Palhoção que venderão seus produtos com até 70% de desconto.

O Liquida Palhoça, que acontece nos dias 06, 07 e 08/10/2017 das 10h00m às 20h00m, é realizado pela CDL Palhoça em parceria com o SEBRAE/SC, com o apoio da Prefeitura Municipal de Palhoça.

Na área externa do Palhoção, o SESC marcará presença com suas atividades recreativas, trazendo muitas atrações para as crianças. A tradicional Feira da Solidariedade com produtos artesanais também estará no local. O Parque Food Truck trará diversas opções de gastronomia, incluindo Cachorro-Quente, Crepes, Chopp, Hambúrguer, Milk Shake, Pastéis, Sanduíches, Sorvetes e Sucos.

E, para completar a programação, a Blitz da Band FM estará presente no sábado (07/10), das 11h00m às 15h00m, com distribuição de pipoca para o pessoal e entradas ao vivo na programação Band FM.

Evento consolidado

Momentos complicados na economia vêm e vão. Para enfrentá-los, há sempre duas opções que saltam aos olhos: o corte de investimentos, para esperar a melhora do mercado, ou a busca de soluções criativas e inovadoras. E é esta última opção que motivou a criação do Bazar Liquida Palhoça em 2015, atraindo um público de mais de 5.000 visitantes. A segunda edição, realizada em 2016, ampliou o público para mais de 8.000 pessoas.

“Conhecemos o cenário e sabemos da dedicação de nossos lojistas. O Liquida Palhoça surge como um evento para o comércio local, mas vai muito além disso: trata-se de uma oportunidade de encontro entre a população e os lojistas. A cada edição do bazar, estreitamos e aprimoramos ainda mais o relacionamento das lojas com seus clientes”, destaca o presidente da CDL Palhoça, Josué da Silva Mattos.

CDL Palhoça na Promoção do Comércio

A CDL Palhoça desenvolve seus projetos com a constante participação dos lojistas, respeitando suas opiniões e buscando inovações nas mais diversas áreas, incluindo o fomento e a promoção do comércio.

A criação de núcleos temáticos, como o Núcleo Gastronômico cuja fundação ocorreu em agosto último, o acompanhamento de leis que tenham relação com a atividade comercial, além, é claro, da realização e a participação em eventos como Bazar Liquida Palhoça são algumas das ações da CDL Palhoça para a promoção do comércio local.


Serviço
O quê: Bazar Liquida Palhoça
Quando: Dias 06, 07 e 08/10/2017 das 10h00m às 20h00m
Onde: Ginásio de Esportes Palhoção – Rua José Alfredo de Brum – Centro – Palhoça – SC
Quanto: Entrada gratuita

27/09/2017

É hora de transformar o ponto de venda em ponto de encontro

Lojas planejadas para que o cliente se sinta à vontade para procurar e experimentar os produtos com autonomia estão em alta no varejo. Loja on-line com preços mais baratos, frete grátis, trânsito, falta de tempo, fila de espera e muitos outros aspectos influenciam (e muito) o comportamento dos consumidores. Em meio a tantos fatores surge uma questão: ainda é possível tornar as lojas atrativas a ponto de motivá-los a sair de casa?

O consultor Alexandre van Beeck, sócio-diretor da GS&Consult, afirma que sim. No entanto, é preciso mudar. E rápido. Tanto é assim que o varejo tradicional americano está passando por uma verdadeira revolução. Nos próximos meses, mais de 3,5 mil lojas serão fechadas naquele mercado, que é considerado uma bússola para o empresariado de todo o mundo, de acordo com Beek.

Como o Diário do Comércio mostrou, em recente reportagem, as visitas às lojas físicas dos Estados Unidos despencaram nos últimos sete anos. De acordo com Van Beeck, já são 15 bilhões de visitas a menos nas lojas – uma queda de 50% em comparação com 2010.

Mas, isso não quer dizer que as lojas físicas estão ameaçadas. É preciso entender que a força da conveniência digital mudou os hábitos e as expectativas da clientela sobre esses espaços. De acordo com Van Beeck, os consumidores estão cada vez mais habituados a achar facilmente o que procuram, com informações detalhadas, pagar facilmente suas compras. A expectativa é reduzir ao mínimo eventuais atritos nestes momentos.

E o varejo precisa responder com uma nova proposta de atuação – reconfigurando seu ponto de venda e transformando-o num ponto de encontro. “A loja começa a exercer um papel mais amplo, como um ponto de encontro, de experiência, de relacionamento, de educação. Não mais se restringe à venda de produtos baseados na racionalidade”.

Beek afirma acreditar que haverá cada vez mais pessoas investindo tempo e dinheiro em experiências como viagens, restaurantes e tecnologia do que com vestuário e acessórios.

O que fazer?

Em entrevista à rede CBS, Angela Ahrendts, vice-presidente sênior das lojas da Apple, anunciou que a marca irá implementar mudanças em suas lojas físicas em todo o mundo, inclusive no Rio de Janeiro e São Paulo. A ideia é oferecer eventos que façam as pessoas considerar a loja como um ponto de encontro para atrair o público.

O americano Harry Gordon Selfridge (1858-1947), fundador da rede de lojas de departamento Selfridges, foi pioneiro ao adotar essa prática em sua famosa loja na Oxford Street, em Londres, onde abriu as portas em 1909. Desde o final de maio, as 495 Apple Stores ao redor do mundo aumentaram o ritmo de cursos, conferências e sessões diárias de aprendizagem.

Gratuitos, os eventos são dedicados tanto para os iniciantes em tecnologia como para geeks especializados. Ateliês, cursos de fotografia, de desenho com o iPad Pro, Final Cut Pro, iMovie, GarageBand, linguagem Swift, e encontros com artistas e músicos fazem parte da programação.

Quem saiu na frente

Há quatro meses, o relançamento da marca Shoestock, adquirida pelo grupo Netshoes, trouxe um novo conceito de experiência para os clientes. Para Van Beeck, a marca é uma das que melhor trabalha o conceito de ponto de encontro no Brasil.

Em seu espaço, em Moema, a loja de sapatos e acessórios oferece customização de bolsas e calçados, café, uma sala de moda e um corner da Zattini, e-commerce do Grupo, para venda de maquiagens, perfumes e produtos de beleza multimarcas.

Mirella Lavrini, gerente de marketing e marca da shoestock, diz que o projeto foi desenhado com foco na experiência de compra do cliente em um espaço mais moderno. “Mantivemos a premissa do autosserviço, que permite que as próprias clientes escolham os produtos de acordo com suas preferências, experimentem e façam o checkout sem necessidade de suporte dos funcionários”, diz. “Mas, há também uma equipe preparada para dar suporte às pessoas que preferem o atendimento humano”.

A repaginada também trouxe um novo espaço dedicado aos sapatos masculinos, com televisão transmitindo jogos e programas esportivos. Todos os produtos disponíveis na loja estão integrados com o que é oferecido online, permitindo uma experiência omnichannel, em que o cliente possa comprar no site e trocar na loja física e vice-versa.

Outra marca brasileira que está oxigenando o formato de loja é a Void, que nasceu na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Fundada pelos sócios Pedro Hemb, Ricardo Mohr, Bruno Tellechea e João Francisco Hein, a Void se denomina como uma loja de conveniência que vende lifestyle para os consumidores da geração Millenials.

Além de roupas e acessórios, a loja também tem um bar que serve bebidas e comidas, realiza shows e ainda tem uma forte presença digital, combinando conteúdo e varejo. O que a transforma em um autêntico ponto de encontro.

Compras sem sacolas

Ir ao shopping ou ao supermercado, ter toda a experiência de compra e voltar para casa sem sacolas é outra característica dessas reformulações. Ainda que a prática pareça contraditória à primeira vista, Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) afirma que a concepção faz sentido. “Quem gosta de ir ao supermercado comprar água de lavadeira? Prefiro que entreguem na minha casa”, diz.

Para o especialista em varejo, ganha quem combinar todas as possibilidades. Pois, o consumidor está se acostumando a usar todos os canais simultaneamente quando vai às compras – loja virtual, catálogo, loja física, redes sociais, experiências e serviços.

Nomes como o grupo Reserva e a Amaro seguem o modelo chamado de guide shop, em que o consumidor entra na loja, escolhe os itens que mais gosta, checa cores, tecidos, cortes e tamanhos. Realiza todo o processo de compra em tablets da própria loja e sai de lá sem nenhuma sacola. O pedido é entregue em algumas horas no endereço indicado pelo cliente.

O showroomusereserva.com, inaugurado há pouco mais de dois meses, no Rio de Janeiro, segue a proposta de funcionar como uma versão física ampliada do e-commerce da loja, onde todo o portfólio de moda masculina da marca está em exposição. E ainda oferece café e cerveja como cortesia.

No endereço da Rua Bela Cintra, em São Paulo, por exemplo, a loja disponibiliza espaço para co-working com internet gratuita, além de bar e barbearia. Há outras quatro lojas semelhantes no Rio de Janeiro, além de uma sala VIP Reserva no aeroporto Santos Dumont com os mesmos serviços.

> Fonte: Diário do Comércio.

> Texto também publicado no site da FCDL.

26/09/2017

Como me tornar um vendedor de excelência?

Um dos empreendedores mais admirados do Brasil, reconhecido nacional e internacionalmente, Flávio Augusto da Silva costuma dizer que, se você não gosta de vender e quer empreender, precisa encontrar com urgência alguém que venda. Ou, então, aprender a ser um vendedor você mesmo. Em resumo, a verdade é: não existe negócio sem vendas.

Mas, afinal, como se preparar para a atividade? Conversamos com Paulo Araújo, palestrante, consultor e uma das maiores autoridades do Brasil no assunto. Paulo é colunista do Administradores.com, apresentador do Tudo sobre Vendas no Administradores Premium e fundador da Escola de Vendas Online. Confira abaixo as dicas dele:

Para ser um bom vendedor, é preciso ter nascido com alguma habilidade inata, ter naturalmente uma facilidade para a tarefa, ou é algo que se aprende?
Vendas é algo que qualquer pessoa pode aprender. É claro que todo dom ajuda e algumas pessoas são naturalmente mais desinibidas ou gostam mais de servir do que outras. Isso ajuda, mas não basta. Vendas acima de tudo é técnica e não só carisma. Os bons vendedores entendem que são as ferramentas e técnicas de vendas que realmente fazem a diferença e ajudam a aumentar e melhorar seus resultados. Só conversa fiada e argumentar sobre o preço e condições de pagamento são coisas cada vez mais em desuso.

O que é preciso fazer para aprender a vender e se tornar um bom vendedor?
É preciso acima de tudo encontrar uma empresa com a qual seus valores são compatíveis. Outro ponto importante é você ter muita disposição para aprender e ser uma autoridade no assunto em relação ao produto ou serviço que você vende. Saber tudo sobre produto ajuda, mas não basta. É preciso conhecer técnicas de vendas, como prospecção, abordagem, como lidar com objeções, fechamento, pós vendas, follow up, negociação, entre outras ferramentas e métodos que podem ajudar você de forma consciente a aumentar o seu índice de fechamento de negócios. Nem preciso dizer da importância de participar de treinamento, assistir a vídeos, ler artigos, trocar experiências com outros vendedores, enfim o profissional tem que entender que ele é o maior responsável pela sua própria carreira. Vendas não é só arte, mas acima de tudo método.

Qual a diferença entre o treinamento de formação, para aprender a vender, e o treinamento contínuo, para o profissional que já está no mercado?
O treinamento de formação está ligado diretamente ao produto e serviço que você vende, ou ainda, a uma determinada profissão e que você atua. O treinamento continua é quando o profissional de vendas tem sempre algo novo para aprender. Por exemplo nos últimos anos é fundamental o vendedor aprender sobre ferramentas ligadas a redes sociais, como o Facebook, LinkedIn, Instagram, entre tantas outras. Pode fazer muita coisa legal no YouTube, aprender a como investir no Google AdWords, ou o SEO que é a busca orgânica. Enfim, hoje existem uma série de tecnologias novas e pode ajudar o vendedor aumentar o seu grau de relacionamento com o cliente, receber indicações e gerar novas oportunidades de negócios. A grosso modo podemos definir que o treinamento de formação está ligado diretamente ao seu produto, método de trabalho e procedimento da sua empresa, e o contínuo em tudo aquilo que está relacionado a melhorar o seu desempenho, seja pessoal, seja a gestão da carteira dos seus clientes, enfim, tudo aquilo que pode lhe tornar diferente e difícil de imitar no mercado.

Qual a importância, para quem já está no mercado, de continuar estudando e aprendendo sobre vendas?
Essa pergunta é muito importante. Infelizmente conheço muitos vendedores que conseguem determinado sucesso e acha que já sabem tudo e que não precisam aprender mais nada. Isso é um grande erro e posso afirmar que é o começo do fim.O sucesso em minha opinião pode cegar as pessoas e ao acreditar que já se sabe tudo perdemos grandes oportunidades para conhecer novas realidades, pessoas, estilos de vida, ferramentas, tecnologias e, principalmente, o novo comportamento do consumidor. O profissional de vendas talentoso acima de tudo é humilde. Ele sabe que é preciso sempre aprender algo e se ele ficar parado logo será ultrapassado. Afinal, como diz a canção “Como Nossos Pais”: o novo sempre vem! Hoje é a sua capacidade em aprender e a velocidade em aplicar que determina o seu grau de competitividade.

A rotina de quem trabalha com vendas, você sabe, é corrida. Nem sempre dá tempo de parar para fazer um curso presencial. Estudar online ajuda bastante, nesse sentido, não é verdade?
Exatamente. Hoje em dia a vida é muito corrida e o tempo cada vez mais escasso. Mas, nunca tivemos tantas opções de estudo online como temos nos dias de hoje. Você encontra cursos online gratuitos, vídeos de excelente qualidade no YouTube, e muito material disponível especialmente no Google. Eu sou diretor da Escola de Vendas Online e mês a mês o nosso número de alunos aumenta. Profissionais que buscam atualização e que podem assistir nossos conteúdos onde e quando quiser inclusive e seus smartphones. Nosso sistema é de assinatura mensal, o que torna nossos cursos muito acessíveis. Falta de tempo não pode ser uma desculpa para falta de novos conhecimentos.

Como se trabalham os aspectos práticos quando se estuda online?

Fazer um curso online tem por vantagem poder estudar na hora, quando e no local que quiser. O aluno deve sempre pensar em como aplicar aquela teoria no seu mercado, na sua empresa e como isso se aplica ao seu método de vendas. A vantagem é que o estudante pode assistir o conteúdo novamente quantas vezes for necessário, assim ele começa a perceber se na prática aplicou da forma correta. O curso online não é para ser um momento onde você fica do outro lado da tela simplesmente assistindo de forma passiva. Costumo dizer aos nossos alunos que a nossas vídeos aulas não é como o cinema que você vai somente para se entreter. É um momento de profissionalização, de dedicação, reflexão e preparação para novos saltos na sua carreira. O aluno deve fazer anotações, elaborar estratégias de vendas de acordo com o conteúdo que aprendeu, criar um check-list passo a passo para ele aplicar no seu negócio, ter coragem para fazer e não ter medo de tentar. Eu mesmo sou um grande fã dos cursos online e aprendi muito, mas muito mesmo do que sei hoje devido aos conteúdos virtuais. É uma opção que não pode ficar de fora da carreira de qualquer profissional de vendas.

> Fonte: Portal Administradores.

> Texto também publicado no site da FCDL.

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