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08/01/2018

Conheça os 30 maiores mercados de franquias no Brasil

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são as cidades que mais tem franquias do País. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostra, no entanto, que é no interior do Brasil que o mercado das franquias está crescendo.

A pesquisa apontou as 30 cidades com mais unidades de franquia no País. São Paulo continua na liderança, mas o mercado cresceu apenas 9% entre 2017 e 2016. Já a cidade de São José dos Campos o número de unidades aumentou 13% em um ano.

No entanto, a maioria (66,7%) das cidades presentes no ranking de franquias ainda é formada por capitais. Das 30 cidades brasileiras com maior número de unidades de franquias, 20 são capitais (66,7%).

Entre as 10 cidades com maior número de marcas, apenas Campinas (SP) não é capital. Considerando-se a taxa de crescimento de unidades no primeiro semestre deste ano, destacam-se quatro municípios que não são Capitais: São José dos Campos, Campinas, Niterói (RJ) e Uberlândia (MG).

Marcas

Quando separadas por cidades com maior número de marcas, São Paulo e Rio de Janeiro também lideram o ranking, mas o terceiro lugar é ocupado por Campinas, com 436 marcas.

O levantamento mostrou que das 10 cidades que mais crescerem em número de redes no primeiro semestre, quatro não são capitais: Campinas, São José dos Campos, Jundiaí e Uberlândia.

“Além da força econômica, isto se deve ao fato de que uma grande parcela das redes franqueadoras tem suas sedes no Estado de São Paulo, portanto a expansão em municípios próximos é um movimento natural na busca de novos mercados”, justifica Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.

> Fonte: Revista do Varejista

> Texto também publicado no site da FCDL.

Setor de franquias cresce e atinge R$ 74 bilhões no primeiro semestre

O setor de franquias cresceu e atingiu R$ 37,6 bilhões no segundo trimestre deste ano, um total de 6,8% a mais do que em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising que prevê ainda melhorias para o setor até o fim do ano.

A entidade comemorou o crescimento. Vanessa Bretas, gerente de inteligência de mercado da ABF, afirma que o momento é positivo. “O setor teve um crescimento moderado em termos históricos, mas positivo considerando todo o momento que vimos e sinaliza o que estávamos esperando para 2017”, disse.

No consolidado do primeiro semestre, o setor de franquias cresceu 8% em relação ao mesmo período de 2016 e fechou os primeiros seis meses do ano com R$ 74,4 bilhões. “O setor acompanha o movimento do País, com um segundo trimestre produtivo devido a, principalmente, queda da inflação”, explicou Altino Cristofoletti, presidente da ABF.

Por segmento

O segundo trimestre foi marcado pela estabilização. A expansão foi moderada, com redes investindo no aumento de vendas nas lojas que já possuem. Os segmentos de hotelaria, entretenimento e lazer, além de saúde, beleza e bem estar são os que mais se destacaram apresentado recuperação em relação a 2016, impulsionado principalmente pelo bom resultado do primeiro trimestre do ano.

“Para o setor de saúde, beleza e bem estar o faturamento foi expressivo, houve uma retração no número de franquias e começou a apostar em outros canais como porta-porta e vendas diretas”, explicou Bretas.

Tendências

O movimento de interiorização das franquias, expandindo-se para cidades menores que cresceu nos últimos anos, devem permanecer nos próximos meses. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte serão as mais afetadas nessa expansão, enquanto a região Sudeste deve se estabilizar.

A forte onda de profissionalização oferecida pelas redes fortaleceu os conhecimentos em gestão dos franqueados que começaram a inaugurar outras unidades. Os multifranqueados são características do amadurecimento do mercado e devem crescer, assim como os fraqueados multimarcas.

Outra característica do amadurecimento do setor que deve aumentar nos próximos meses é a saída de marcas do mercado brasileiro. Segundo Cristofoletti, a diminuição de marcas é comum em mercados consolidados e deve se estabelecer em 2018.

> Fonte: Portal Valor Econômico

> Texto também publicado no site da FCDL.

Quatro maneiras de inovar nas franquias

Engajamento baixo, falta de dinheiro para marketing, alta concorrência, vendas em queda: são muitos os problemas enfrentados pelas redes de franquia. Mas as soluções inovadoras podem partir de dentro da própria rede e não exigem muito capital. A seguir, quatro empresas franqueadoras que participam da 57ª Convenção da International Franchise Association mostram as soluções criativas que encontraram para problemas comuns.

1. Envolva os franqueados na solução

Os franqueados da rede Mainstream Boutique, que vende acessórios femininos, tinham muito conhecimento sobre o negócio, mas não conseguiam compartilhar essas informações. “E nós, os franqueadores, queríamos aumentar o trabalho em grupo e dar mentoria melhor aos franqueados”, diz Corey DeNicola, CEO da empresa. Para resolver esses problemas, a rede estruturou grupos regionais de franqueados. A cada mês, eles se reúnem por meio de videoconferências e compartilham boas práticas e soluções para o dia a dia do negócio. “Os consultores de campo participam das reuniões, o que aumentou a comunicação entre eles e os franqueados. Dessa forma, nós temos conhecimento de problemas e analisamos a implementação de ideias”, afirma DeNicola.

2. Brigue pela relevância

A rede Orange Leaf não conseguia se destacar entre tantas outras redes de frozen yogurt. E tinha um agravante: pouco dinheiro para gastar com publicidade. A equipe foi reunida para pensar em ideias. O objetivo? Criar algum elemento que tivesse potencial para ser compartilhado pelo público. Uma das pessoas sugeriu uma espécie de mascote, um unicórnio de cor laranja. “Eu me senti meio desconfortável com a ideia. Mas por isso que pensei que o conceito poderia ser bom”, diz Geoff Goodman, presidente da rede. O unicórnio foi desenhado e virou um vídeo.

Em parceria com uma empresa de Dubai, o empreendedor criou um aplicativo de realidade aumentada que dá vida aos unicórnios coloridos no papel. “Tanto as crianças quanto os adultos começaram a compartilhar os desenhos nas mídias sociais, o que aumentou o tráfego do nosso site”, afirma Goodman. Mas não pararam por aí. Em uma ação planejada, um franqueado que havia sido militar pilotou um drone para entregar frozen yogurt para alunos de uma faculdade em Holland, no estado de Michigan. Isso gerou o interesse da imprensa e aumentou a visibilidade da marca. “Conseguimos criar uma atitude e uma personalidade para o negócio”, diz Goodman.

3. Não tenha medo de voltar à estaca zero

Até 2005, os franqueados das redes do Dwyer Group (um grupo que abriga 11 marcas de franquias de prestação de serviços) faziam compras de fornecedores de maneira descentralizada. A empresa franqueadora não mantinha o devido controle de quem eram os parceiros, e os franqueados não obtinham os melhores preços. Foi preciso montar uma solução do zero.

A empresa começou então a desenhar um sistema que funcionasse bem para os franqueados (que queriam obter descontos) e para os fornecedores (que queriam vender mais). Dali nasceu o ProTradeNet, uma plataforma que conecta as duas partes, com a mediação do franqueador. “Se o franqueado compra um produto que dá problema, ele nos avisa e nós procuramos a solução junto com o fornecedor. Assim, quem está nas lojas pode se preocupar com o que é importante: vender”, afirma Luke Stanton, COO da ProTradeNet.

4. Amplie seus horizontes

A rede ProSource, que vende pisos para arquitetos, designers de interiores e instaladores, teve seu pico de faturamento em 2007. Mas a crise que abalou o mercado imobiliário americano em 2008 derrubou as receitas dos franqueados. “E o setor nunca se recuperou”, diz Eric Bernstein, presidente da empresa. Sem perspectiva de aumentar a receita com os produtos de sempre, ele buscou alternativas. “Consultamos os clientes sobre o que eles compravam, onde compravam, e o que mais comprariam de nós. Daí decidimos vender também armários de cozinha”, diz Bernstein. As lojas próprias da rede foram as primeiras a vender os produtos. A operação piloto durou 12 meses – até que se verificasse a viabilidade comercial dos armários.

Depois, os franqueados interessados começaram a vender a novidade (não sem antes investir US$ 75 mil cada um em showrooms). Em seis anos, foram US$ 270 milhões de aumento nas vendas. “Ganhamos clientes que nunca teriam nos visitado se não fosse pelos armários. E acabaram comprando pisos também”.

> Fonte: Portal Pequenas Empresas Grandes Negócios.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Conheça três tendências de franquias para 2017

Por Diego Simioni*

O fim do ano já está chegando e, junto com ele, o tempo de se planejar para novos desafios e metas. Se um dos seus objetivos é investir em uma franquia, uma boa estratégia é você já começar a acompanhar quais são as melhores tendências para o setor. Pois, apesar de oferecer menos riscos e uma série de vantagens para quem pretende empreender em 2017, o modelo está sujeito às mesmas leis de mercado que qualquer outro negócio.
Então, se você está realmente considerando investir nesse mercado, confira a seguir algumas tendências bem relevantes para o setor, tendo por base a última pesquisa realizada pela Euromonitor com mais de 20 mil pessoas em 20 países, incluindo o Brasil, para apresentar os principais comportamentos globais dos consumidores.

#1. Comida “verde”: quando falamos do segmento de alimentos, sem dúvida, uma das maiores tendências é a franquia de alimentação saudável e natural. Isso porque, além de se preocupar com a saúde em si, os consumidores estão cada vez mais interessados na qualidade e na procedência dos alimentos que adquirem. Segundo a pesquisa já citada, os atributos que mais preocupam os consumidores em relação à alimentação referem-se ao quanto o produto escolhido é natural, utiliza açúcar e ingredientes artificiais. Além disso, percebe-se uma valorização de alimentos produzidos localmente e também das marcas que minimizam a utilização de embalagens, reduzindo o desperdício de recursos naturais.

#2. Comprando tempo: uma das frases mais comuns de se ouvir por aí é “Não tenho tempo para nada!”. E, justamente por isso, as pessoas tem percebido cada vez mais o valor em ter tempo disponível. Dessa forma, além de limitarem seu horário de trabalho, nas horas vagas preferem pagar por serviços e produtos que otimizem seu tempo para poderem aproveitá-lo de outra forma, se dedicando a atividades que realmente se interessam. Assim, franquias que, além de vender seus produtos e serviços, priorizem economizar o tempo dos seus clientes possuem uma grande chance de sucesso. Um bom exemplo são as marcas focadas na venda de refeições saudáveis por delivery, duas tendências em uma!

#3. Desafiando a idade: com o aumento da participação do número de idosos na população, esse mercado vem ganhando peso na economia mundial. Os novos idosos, entretanto, não estão satisfeitos em descansar. O objetivo é ficar ativo tanto mentalmente quanto fisicamente. Tais características aliadas ao aumento da expectativa de vida favorecem as empresas que se preocupem em proporcionar mais qualidade de vida para a famosa melhor idade.

Essas são as principais tendências com base nas últimas mudanças ocorridas no comportamento dos consumidores. Contudo, outro ponto a ser considerado refere-se ao atual cenário econômico brasileiro. Não é novidade como a crise econômica tem afetado drasticamente o consumo. Mas, também não faltam negócios que podem ser beneficiados nesta fase.
Por isso, se você quer fazer parte do franchising não acredite na sorte. Pesquise muito antes de definir qual é a melhor franquia para você. E, se quiser um pouco de inspiração não deixe de conferir em nosso blog o post completo com exemplos de quais marcas se alinham melhor a cada tendência.

> * Diego Simioni é administrador de empresas e fundador do FranquiAZ consultoria especializada no segmento de franquias.

> Fonte: Portal Gouvêa de Souza

> Texto também publicado no site da FCDL.

Os segredos de quem administra várias franquias simultaneamente

Ter uma franquia já é um investimento que exige muita pesquisa e preparação por parte do empreendedor. Porém, um movimento ainda mais surpreendente está em expansão: o de franqueados que possuem não uma, mas várias franquias. Esses são os chamados “multifranqueados”: empreendedores que possuem duas ou mais unidades franqueadas. Segundo um relatório da Associação Brasileira de Franchising (ABF), essa é uma realidade consolidada nos EUA e na Europa e que passou a ter mais expressão no país.

Um dos maiores benefícios dessa opção por ter várias franquias é conseguir dar um salto de escala no negócio, afirma Luís Henrique Stockler, da consultoria ba}STOCKLER. Sabendo disso, é preciso buscar marcas que possuem um plano de expansão alinhado com o seu. “Essa franqueadora precisa estar pronta para oferecer mais unidades e ter um planejamento de crescer em número de lojas ao longo de um determinado período. Ou seja, procure uma rede que lhe ofereça a chance de ser um investidor de múltiplas lojas.”

Porém, é preciso estar atento: mais poderes trazem mais responsabilidades. “O ganho de escala traz novos desafios: a criação de um sistema unificado para os programas usados por cada marca e a criação de áreas de recursos humanos e de financeiro, por exemplo. Ou seja: criar uma estrutura de gestão que tenha volume para cuidar de várias lojas, mas sendo ainda enxuta. São questões que muitos ainda não sabem como lidar”, avisa o especialista.

Por isso, a EXAME.com conversou com cinco multifranqueados para saber, na prática, quais as principais dificuldades no dia a dia de multifranqueado – e o que eles aprenderam com a experiência. Confira, a seguir, quais são os segredos do sucesso de quem cuida de várias franquias ao mesmo tempo:

1. Quer investir no mesmo setor? Consulte seu público

A franqueada Danúbia Reis abriu sua primeira franquia em 2014: a Mais Depil, que oferece serviços de depilação. Seis meses depois, já tinha outra franquia operando no mesmo endereço, com uma parede de separação: a Mais Olhar, que oferece serviços de beleza para olhos e sobrancelhas. Ambas são do mesmo grupo franqueador.

Já são dois anos de vida de franqueada dupla. “Antes, eu ficava muito limitada no oferecimento de serviços. A Mais Olhar agregou mais opções dentro do mesmo espaço e, assim, consigo mais retorno”, conta a empreendedora.

Porém, antes de abrir um serviço complementar ao seu primeiro no mesmo espaço, Reis recomenda falar com seu público atual e testar a aceitação quanto à nova franquia. “No meu caso, os clientes foram receptivos quando falei que queria colocar outra franquia com os serviços de embelezamento do olhar. Faça uma pesquisa prévia e verifique se vale a pena, se há mesmo essa complementaridade.”

Segundo Stockler, uma vantagem do multifranqueado que atua em um único segmento ou em segmentos complementares é que ele pode idealizar um plano de carreira mais expansivo para seus funcionários. “Quando você precisar de cargos de gerência em uma das franquias, por exemplo, pode cobrir vagas ao prospectar membros de todas as unidades. Além disso, o controle do estoque e do fluxo de caixa é mais facilitado quando os segmentos são similares.”

2. Quer investir em um setor diferente? Procure bons parceiros

Hugo Barros abriu há sete anos sua primeira franquia: a Doctor Feet, que oferece serviços na área de podologia. Hoje, ele já resolveu investir também no ramo do comércio: além de duas unidades da Doctor Feet, possui duas unidades da franquia de calçados Outer Shoes.

Para lidar com uma atividade completamente diferente, quando a experiência em um setor não necessariamente facilita o entendimento de outro, Barros recomenda uma relação mais próxima com franqueador e com sócios. “Você tem o suporte das franquias, que devem auxiliar nesse sentido, e também pode ter sócios com divisões de tarefas equilibradas.”

3. Capacitar e delegar é essencial para ser multifranqueado

Leonardo Xambre e os irmãos Júnior e Rodrigo abriram sua primeira franquia em 2007, da marca de calçados Artwalk. Desde então, os irmãos acumulam 14 operações (todas no mesmo segmento): seis franquias Authentic Feet, sete franquias Artwalk e uma franquia Tênis Express. Todas são do mesmo grupo, o Afeet.

A maior dificuldade no dia a dia, segundo Xambre, é lidar com a gestão de pessoas. “Hoje, a gente não consegue estar fisicamente no ponto de venda, e nossa maior dificuldade é encontrar profissionais do varejo. Especialmente neste momento de crise, é preciso ter uma equipe preparada para realmente saber vender, com líderes que entendam dos indicadores do setor.”

Para isso, o empreendedor recomenda investir muito na capacitação dos próprios funcionários, para que eles futuramente venham a assumir cargos de lideranças. Além disso, aproveite o momento para selecionar a boa mão-de-obra disponível no mercado, diante do aumento do desemprego.

Saber gerenciar pessoas é uma característica comum aos multifranqueados de sucesso, diz Stockler. “Vejo esses multifranqueados com uma facilidade de gerenciar grandes grupos de pessoas: delegar, cobrar, motivar. Para isso, é preciso saber escolher e preparar pessoas, o que também pede treinamento e desenvolvimento de técnicas de gestão.”

4. Planejamento é a chave para a sustentabilidade do crescimento

negociosLeise Scabini abriu sua primeira franquia da Hope, loja especializada em roupas íntimas femininas, em 2005. Hoje, ela possui oito lojas: sete na Bahia e uma em Sergipe. Até o fim do ano, quer abrir mais uma unidade no último estado.

Segundo a empreendedora, ser multifranqueado é um trabalho que se faz com muito planejamento e com uma boa gestão de riscos. “Hoje, as marcas querem e precisam se multiplicar, com pessoas que também querem ser grandes e que sabem crescer. As marcas procuram parceiros responsáveis e batalhadores”, conta Leise.

Crescer não é só abrir mais uma loja: é preciso estudar o potencial do mercado alvo e compreender quem você irá atender, por exemplo. “Isso requer uma avaliação estratégica do negócio, em parceira com o franqueador. Crescer de forma sustentável é muito importante para obter sucesso como multifranqueado.”

Xambre, do grupo Afeet, completa o raciocínio e ressalta a importância de olhar indicadores na hora de montar seu planejamento sustentável e lutar contra a crise econômica. Na vida de um multifranqueado, isso é muito atrelado à formação de funcionários que consigam apresentar dados relevantes para a avaliação estratégica do empreendedor: ou seja, que cuidem do operacional de forma eficiente.

“Existem profissionais de varejo hoje que realmente entendem termos como controle de fluxo e taxa de conversão, por exemplo. Com isso, eu consigo fazer uma avaliação semanal de cada unidade minha: posso saber se o time é bom; se minha loja não está indo muito bem e por quê; quantas peças foram agregadas em cada pedido atendido; e quantas pessoas que entraram na minha loja compraram, entre outros dados essenciais para o sucesso”, diz o empreendedor.

A obtenção de indicadores e métricas na operação é mais uma característica que define multifranqueados de sucesso. “Mais do que ter informações, eles têm uma rotina de acompanhamento constante. Não adianta ter indicadores se você não os olha”, diz Stockler. “Eles sabem na ponta da língua o que acontece em seus negócios. Mesmo com muitas operações, não deixam de estar presentes e pensar em estratégias.”

5. Cada nova região pede um novo aprendizado

Thiago Grigato é multifranqueado da rede de educação profissionalizante Cebrac: ele abriu sua primeira unidade em 2003 e hoje possui cinco unidades operando, cada uma em um estado brasileiro diferente. Para este ano, mais duas novas franquias suas estão a caminho. O empreendedor dá uma dica caso você queira ser multifranqueado e trabalhar em regiões diferentes: é preciso se adaptar aos locais de atuação, conversando muito com sua franqueadora.

“Um desafio foi conseguir coordenar todos os gestores ao mesmo tempo, mantendo o padrão da franquia, mas também atendendo às particularidades de cada região. Por exemplo, há cidades com educação profissionalizante mais voltada à indústria e outras que preferem o setor de serviços. Você recebe uma franquia formatada, mas é preciso perceber a forma com que a população lida com a franquia.”

Por isso, Grigato recomenda procurar um franqueador que esteja aberto a essa flexibilidade relativa da unidade franqueada: manter o padrão que o negócio pede, mas não chegar engessado aos novos locais de operação. Barros, da Doctor Feet e da Outer Shoes, completa que esse reaprendizado com a nova operação vale para o próprio empreendedor, principalmente se ele apostar em um segmento novo.

“Você tem que reaprender a forma de lidar com o negócio, com funcionários e com consumidores, apesar de já ter um suporte do franqueador. A pessoa tem que ser persistente mesmo, porque a rotina é intensa: é preciso conversar bastante com a rede, participar de cursos, fazer muitas leituras e realmente lutar para reaprender todo o processo, mais uma vez.

> Fonte: Portal Gouvêa de Souza

> Texto também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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