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03/11/2017

Consumidor cada vez menos distingue varejo físico do virtual

A DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional focada em estratégia corporativa, realizou uma pesquisa com 529 empresas varejistas para descobrir em quais canais digitais elas pretendem focar suas atuações multicommerce neste ano. Os supermercados e hipermercados são os segmentos mais propensos a investirem em plataformas digitais como forma de maximizar a experiência multicanal com o cliente.

De acordo com o levantamento, 84% das companhias com este tipo de comércio deste modelo de comércio revelam que pretendem intensificar suas estratégias omnichannel focando em lojas virtuais. Outros estabelecimentos foram avaliados e os índices seguem com moda/têxtil (62%), franquias (61%) e flagships, conhecidas também como lojas conceito (58%).

Enquanto as lojas físicas olham para o ambiente online, o e-commerce, que já possuí presença consolidada na web, tem a intenção de fortalecer o atendimento ao cliente nas redes sociais, nos aplicativos e no modelo door to door (entrega porta a porta).

“A pesquisa constatou que os varejistas são cientes de que o consumidor não distingue mais online do offline. O desafio atual do varejo é o canalizar por quais meios mútuos serão realizados o relacionamento com o cliente. Esteja ele conectado às redes sociais, compartilhando, validando suas opiniões com amigos, pesquisando, indicando, aprendendo e desenvolvendo um ponto de vista. O varejo compreendeu que o caminho para estar mais próximo do consumidor final é a multicanalidade”, diz Daniel Domeneghetti, CEO da DOM Strategy Partners.

> Fonte: Portal Novo Varejo.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Conheça 10 dicas para reduzir gastos desnecessários na sua empresa

A recessão econômica arrasta-se há anos – e, no meio do caminho, muitas pequenas empresas fecharam as portas. A taxa de mortalidade cresceu: dos 1,8 milhão de empreendimentos lançados em 2014, 600 mil (ou 33% deles) fecharam até o final de 2016.

Para os negócios que ficaram ou abriram há pouco tempo, o trabalho de redução de custos e despesas continua: o cenário para o segundo semestre deste ano envolve turbulência política, dificuldade em aprovação de reformas econômicas, falta de confiança do consumidor e um Produto Interno Bruto (PIB) em levíssima alta.

Boa parte dos empreendedores tem dificuldade em avaliar o peso de seus gastos no orçamento total da empresa, segundo o consultor do Sebrae Felipe Chiconato. “A gente ainda recebe muita demanda sobre o assunto. Muitos empresários não sabem como gerir financeiramente o negócio, e para isso oferecemos vários cursos no tema.”

Joelson Sampaio, professor de Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV), concorda com a afirmação e ressalta que o “calcanhar de Aquiles” dos empreendedores costuma estar nos custos.

“É importante a pequena empresa ter uma boa gestão de clientes [pagamentos a receber], estoque e fornecedores. Isso porque as empresas costumam quebrar por conta do capital de giro [dinheiro que sustenta a operação do negócio], que depende dessas três variáveis”, explica.
Há alguns pontos simples de atenção para quem sente dificuldade em rever as contas da sua empresa – e que podem fazer toda a diferença na hora de enxugar os gastos. Veja, a seguir, quais são eles:

1 – Confira se você tem os controles essenciais de uma empresa
Antes de tudo, o empreendedor precisa saber se possui o que é preciso para começar a arrumar a casa. Chiconato, do Sebrae, elaborou uma lista de itens de controle financeiro essenciais para sua empresa.
O primeiro item é o registro de venda: saber todos os produtos e serviços que você comercializou e quais contas tem a receber. Lembre-se de que diferentes meios de pagamento, como cartão de crédito ou cheque, pedem diferentes registros – afinal, taxas diferentes incidem sobre eles. Da mesma forma, registre também as contas a pagar.

Com isso, você faz o controle de caixa, chamado por Chiconato de “dedo-duro”: tudo que entra e sai diariamente na empresa é registrado. Juntando isso às contas que serão computadas no futuro (aquelas parcelas negociadas com fornecedores e clientes), você terá o fluxo de caixa – uma ferramenta que permite projetar cenários, como uma “bola de cristal” da sua empresa.
O último item essencial para a gestão financeira da empresa é uma Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). É por meio dele que serão calculados indicadores como ponto de equilíbrio, margem e lucro – além do gasto total de cada custo ou despesa da sua empresa sobre o lucro. A DRE deve ser feita mensalmente e, depois, um consolidado por trimestre ou ano. A partir daí, é possível elaborar metas financeiras para seu negócio.

2 – Renegocie com seus fornecedores
Com a organização feita, é hora de começar a cortar gastos. O primeiro passo é reavaliar os contratos já firmados com seus fornecedores. A época de crise é ideal para pedir um prazo maior de pagamento ou descontos sobre um pagamento à vista, já que o medo que o fornecedor tem da inadimplência é maior do que as facilidades que podem ser oferecidas.

“Negocie bastante com seus fornecedores, sempre buscando o melhor preço. Isso é algo que pode ser feito a qualquer momento do negócio, e essencial para o capital de giro do empreendedor”, ressalta Sampaio, da FGV.

3 – Reavalie desperdícios, do estoque às horas extras
Não basta renegociar fora da sua empresa: outra maneira simples de cortar seus gastos é reavaliar todos os processos da sua empresa. Muitos empreendedores se surpreendem com quão caro pagam por coisas simples.
“É muito comum o gasto desnecessário em materiais, como folhas de papel, ou com produtos sobrando no estoque. Preste atenção nos valores das coisas pequenas, que costumam ser ignoradas, e veja o impacto que isso terá no todo”, recomenda Chiconato, do Sebrae.

Já Sampaio recomenda ter atenção com custos como horas extras de funcionários. “A hora extra é um custo significativo para as empresas que trabalham com tal política.”
Uma alternativa possível, segundo o docente da FGV, é fazer um banco de horas. O funcionário pode usar as horas extras de trabalho no mesmo ano – que é o que permite a lei –, quando a empresa tiver menos fluxo de trabalho. O empreendedor, assim, não paga os adicionais que uma hora extra teria.

4 – Repense sua política de pagamentos
Da mesma maneira que você negociou com seus fornecedores e com seus funcionários, estabelecer novas políticas com seus clientes pode ser uma maneira simples de cortar gastos na sua empresa.
Será que você não está no vermelho por que parcela em muitas vezes, demorando a colher o que plantou? Ou, pior ainda: será que você não está no vermelho porque usa formas de pagamento que dão muita chance aos inadimplentes?

“Tome cuidado com sua política de crédito e em aceitar pagamentos a prazo. Prefira pagamentos mais seguros, como cartão de débito. Não aceite meios de pagamentos que envolvam risco, como cheques e fiado”, aconselha Chiconato.

5 – Descubra os produtos “vilões” do seu capital de giro
Uma outra maneira de evitar gastos futuros é não comprar produtos que vendem pouco e ficam parados no estoque – gerando tanto uma despesa inicial quanto uma despesa de armazenamento. “Às vezes, a empresa não tem gestão de estoque e o item encalha, em vez de circular. Produto parado é ruim para a saúde financeira da empresa”, diz Sampaio.

6 – Tenha uma nova estratégia de descontos
Ainda falando sobre clientes: muito cuidado ao dar descontos. Se mal planejados, eles podem corroer sua margem de lucro e deixar seu negócio em um grande paradoxo: quanto mais vendas ele fizer, mais no vermelho estará.

Chiconato, do Sebrae, dá um bom truque na hora que seu consumidor vier pedir um desconto. Quando ele pedir um desconto de 10% sobre uma venda de 500 reais, por exemplo, ofereça no lugar um produto de 50 reais como brinde.

Para o cliente, parece a mesma coisa. Porém, para você, o produto custou menos de 50 reais para ser produzido: ou seja, você está dando menos do que o pedido e ainda pode limpar o estoque dos “vilões” do item anterior.

7 – Terceirize o que valer a pena ser terceirizado
O debate sobre terceirização está acalorado nos últimos tempos. Mas, independente do resultado que uma nova lei da terceirização terá, ela continua sendo uma opção a ser considerada especialmente nas atividades-meio, como já funciona atualmente. O empreendedor pode avaliar se terceirizar áreas de suporte oferecerá uma redução de gastos, como é o caso do setor de Tecnologia da Informação (TI). “Pelo regime de terceirização, a despesa é apenas com uma empresa e com relação contratual específica, evitando custos trabalhistas posteriores”, argumenta Paulo Chabbouh, CEO da empresa de soluções tecnológicas L5 Networks.

8 – Não deixe que a comodidade o domine
Um grande vilão do orçamento de uma empresa é a falta de planejamento. Sem ele, os gastos são feitos em cima da hora – o que acarretará em uma conta maior no final do mês. Chiconato, do Sebrae, dá um exemplo. Imagine um dono de restaurante que não se planejou bem e, por isso, faltou feijão em seu estabelecimento. No desespero, ele vai comprar em um comércio próximo – e não no atacadista de sempre. A comodidade é maior e o preço também. Tenha muito cuidado para que a falta de planejamento não se torne um hábito confortável – mas que pode quebrar o negócio, em longo prazo.

9 – Cuidado com os “combos”
Um outro cuidado para não acumular gastos desnecessários é na contratação de “combos”, desde os clássicos planos de telefonia até os serviços bancários. “Avalie se sua empresa precisa mesmo de uma TV à cabo ou de tantos minutos de ligação. Tome muito cuidado para não acabar pagando por algo desnecessário, ainda que o valor por minuto dos combos pareça mais atraente”, recomenda Chiconato.

Da mesma forma, é preciso ter cuidado ao negociar um pacote de serviços bancários – você pode pagar por um plano para 50 transferências quando só usa dez por mês, por exemplo. Por fim, procure em mais de um banco para conferir taxas e ter poder de barganha em uma negociação. “Às vezes, a empresa depende de um único fornecedor de crédito, e isso pode ser ruim. O empreendedor não verifica se há linhas de crédito melhores no mercado”, afirma Sampaio, da FGV.

10 – Aposte na internet e na nuvem para poupar em gastos comuns
Para terminar, uma dica simples para cortar gastos na sua empresa é participar de vez da revolução tecnológica: faça pela internet tudo que puder ser feito sem grande prejuízo. É o caso de conferências, por exemplo. “Isso evita viagens curtas e longas, sem contar que permite ter mais reuniões no dia, aumentando as oportunidades de negócio”, afirma Chabbouh, da L5 Networks.

Também há aplicativos de telefone que dependem apenas de conexão à internet para funcionar – e, assim, dá para fazer ligações a qualquer lugar do mundo por um custo bem menor e com controle por meio de arquivos salvos na nuvem. Para quem se interessou, vale a pena pesquisar mais sobre o software softphone, que permite fazer chamadas online. Serviços como o Skype fazem uso de um protocolo específico de softphone, por exemplo.

> Fonte: Portal Exame.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Presença física e on-line: o multicanal, uma via de mão dupla

Já faz algum tempo que estamos ouvindo falar das lojas multicanal, ou o tal Omnichannel, aquele conceito em que os varejistas conseguem identificar o cliente de forma única em qualquer canal de atendimento, buscando seu histórico de compras, navegação e todos os outros típicos comportamentos de um consumidor comum.

Esse movimento começou com empresas do varejo físico que partiram para o varejo on-line que, em um primeiro movimento, apresentariam uma desvantagem competitiva por ter que adaptar sua estrutura a um novo canal. Entretanto, no momento em que seus canais estivessem consolidados, a busca por sua integração estaria bastante facilitada.

Um caso recente em que vemos isso é a C&A. Das grandes redes de varejo de moda, talvez tenha sido uma das últimas a criar sua loja virtual. Isso possibilitou que o projeto já nascesse com uma série de soluções de integração de canais, como trocas e devoluções de mercadorias, compras no site em loja, atendimento do SAC unificado para todos os canais e a possibilidade de uso do Gift Card Virtual.

Aparentemente, essas soluções podem parecer bastante simples, todavia, exigem um alinhamento de processos bastante profundo. Isso ocorre por diversos motivos, um deles é a nossa legislação. Por exemplo, o consumidor tem direito a devolução dos artigos comprados em lojas virtuais com prazo de até sete dias corridos (direito a arrependimento), o que não acontece em lojas físicas. Isso possibilita o consumidor que quiser agir de má fé a comprar o produto on-line, desfrutar dele por sete dias e fazer a devolução rapidamente em uma loja física. Isso obriga que as regras para conservação do produto sejam muito bem estabelecidas e as equipes de loja sejam bem direcionadas a eles.

Recentemente, o mercado começou a se questionar como as empresas 100% digitais iriam reagir a essa invasão Omni dos varejistas, já que a multicanalidade oferece maior comodidade e vantagens para o consumidor. Segundo a Kantar Worldpanel, o consumidor da América Latina ainda vê como grande desvantagem do e-commerce a impossibilidade de poder tangenciar os produtos que serão comprados. Atrás do medo que os dados bancários sejam fraudados, essa é a segunda maior preocupação dos consumidores.

Porém, com a atuação em lojas físicas, é possível cobrir esses dois medos de uma só vez. Isso porque o consumidor consegue usar o espaço físico como showroom dos possíveis produtos que deseja comprar e, ao mesmo tempo, consegue um lastro para sua compra. Ou seja, ele se sente seguro em ter um lugar físico a recorrer, se algo der errado.

Nesse sentido, grandes e-commerces começaram um movimento de entregar aos seus consumidores essa garantia de ter um espaço físico. Além do caso emblemático da Amazon, com sua super tecnológica loja Amazon Go, podemos achar dois exemplos gigantes aqui mesmo no Brasil.

Um dos maiores sites de compras coletivas, o Westwing, dedicado ao segmento de casa e decoração, com operações em diversos países e suportado para um mega fundo de investimento, abriu em 2014 sua primeira loja física no mundo aqui no Brasil, levando parte das experiências do site para um espaço no bairro da Vila Madalena em São Paulo.

Mesmo a gigante dos calçados, a Netshoes, usou o recurso de uma grande aquisição para conseguir fazer esse movimento. Aproveitou a crise econômica que assolou o varejo nacional e comprou, no início de 2016, toda a operação da Shoestock (que tinha encerrado suas atividades no final de 2015). Porém somente em 2017 reabriram a operação com uma nova loja, com um conceito moderno e integrado ao mundo digital.

Enfim, com o consumidor cada vez mais exigente, não é apenas o varejo tradicional que “vai ter que rebolar”. Mesmo as lojas já consolidadas do e-commerce terão que encontrar saídas para atender melhor seus clientes e conseguir suprir a demandar de multicanalidade exigida pelo mercado.

> * Pedro Padis é diretor comercial da GS&Comm, consultoria especializada em Negócios Digitais e Omnichannel do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

> Fonte: Portal Mercado e Consumo

> Texto também publicado no site da FCDL.

As vantagens que o negócio on-line oferece ao pequeno empreendedor

Por Helisson Lemos*

Se você é uma pequena ou média empresa off – isto é, tem o seu negócio no mundo físico, como uma loja no shopping ou em um bom ponto comercial da cidade – e tem visto o movimento de consumidores diminuir nesses locais, talvez uma alternativa seja expandir o negócio para além dessas localidades.

O comércio on-line permite isso. Abrir uma loja com endereço www, ou mesmo passar a atuar em um marketplace (shopping virtual) e em redes sociais, ampliará o alcance dos seu negócio em muitas vezes. E essa é apenas uma das vantagens que o e-commerce pode oferecer ao PME.

Pense bem: se para ampliar o negócio você tomar a decisão de abrir outra loja física, isso exigirá investimento em imóvel (compra ou aluguel), decoração, manutenção do local, entre outros. Para oferecer seus produtos e/ou serviços na web também serão necessários investimentos, mas os altos custos citados anteriormente você com certeza não terá.

Além disso, o estoque – geralmente a linha de maior investimento – pode ser alocado onde o empreendedor achar melhor, diferentemente da loja física, que precisa estar com o estoque sempre à mão.

Comparação de horários de atendimento e compra

Outro aspecto positivo do comércio online para ser levado em conta é o fato de as portas da sua loja, seja de produtos ou de serviços, ficarem sempre abertas. Enquanto a atuação no mundo físico está limitada a determinados dias e horários, na web seu portfólio estará em exposição 24hs por dia, sete dias por semana. E o cliente poderá acessá-lo e fazer a compra no horário que achar mais conveniente.

Claro que, para prestar um bom atendimento – o que é essencial no e-commerce –, o empreendedor online tem que estar atento para responder ao cliente e iniciar o processo de envio do produto sempre o mais breve possível.

Estar com a loja aberta o tempo todo tem lá suas exigências. Uma alternativa, caso perceba que não dará conta de atender a demanda em qualquer horário, é estabelecer horários de atendimento e deixar isso muito claro para o cliente.

Comparação de estratégia de marketing

No mundo on-line, o marketing, além de ser mais acessível do ponto de vista de custos, também tem a vantagem de atingir um maior número de pessoas.

Enquanto um outdoor no bairro onde sua loja está instalada será visto pelos moradores do bairro e pelas pessoas que passarem por ele, um banner em um marketplace ou a compra de palavras-chave em sites de busca, por exemplo, impactarão pessoas em todo o Brasil e até internacionalmente.

Claro que, se você tem uma loja física, mesmo que passe a atuar no e-commerce, não poderá se esquecer de destinar verba para o marketing offline.

Comparação de contratação de funcionários

É preciso também ficar atento na hora de contratar profissionais para atuarem no negócio on-line. Por ser algo ainda novo, há certa dificuldade natural para encontrar pessoas qualificadas e esse desafio é ainda maior para o PME – considerando que os grandes concorrentes são mais capitalizados e podem oferecer melhores propostas de emprego.

Alerta: comece aos poucos

O comércio on-line é uma ótima alternativa para o PME, principalmente por ter custos mais baixos que o off-line. Mas, não dá para entrar nesse universo desprevenido.

Apesar de o comércio eletrônico no Brasil ter mais de 20 anos, esse é um universo ainda novo para muita gente. É preciso preparar-se: ler muito sobre o assunto e, se possível, fazer cursos específicos.

Uma sugestão é acompanhar as novidades nos sites das entidades do setor e outros especializados. Por exemplo: câmara e-net, abcomm, e-commercenews e e-commercebrasil, além do Sebrae. Então, a dica para o pequeno e médio empreendedor é: adentre o mundo online aos poucos. Uma alternativa de baixa barreira é começar vendendo em um marketplace.

A audiência dessas plataformas costuma ser alta, e, em alguns casos, é possível anunciar de forma gratuita e pagar apenas a comissão sobre as vendas efetuadas. O próprio shopping online pode oferecer ferramentas de pagamento e entrega, além de realizar também investimento em marketing para divulgação do marketplace. Conheça mais sobre os negócios online e bons negócios!

> *Helisson Lemos é presidente do Mercado Livre no Brasil.

> Fonte: Portal Newtrade.

> Texto também publicado no site da FCDL.

A experiência do consumidor é vital para o varejo

Por João Fábio Valentin*

A profusão das app’s nos dispositivos móveis transformou a relação do consumidor com as empresas. Não fazemos hoje nada da mesma forma como fazíamos há cinco anos. E, se há uma certeza, é que, daqui a 5 anos, faremos tudo de forma diferente de agora. A tecnologia revolucionou profundamente a relação do cliente com o varejo e, para responder a esse desafio, o setor precisa inovar com velocidade.

A questão da Tecnologia para o Varejo abrange dois aspectos: a modernização da operação das lojas em si, com sistemas integrados e seguros; e a customização do atendimento e da oferta com base em dados sobre o comportamento do consumidor. O elo entre essas duas frentes é a experiência do usuário, que deve ser omni-channel, ou seja, única, esteja ele em uma loja física ou em ambientes virtuais. No final do dia, o que importa é tornar a vida do consumidor mais simples e, assim, atraí-lo e fidelizá-lo. E, para apoiar a inovação da TI, cada vez se vê mais a adoção de Metodologias Ágeis, DevOps (Integração de Desenvolvimento e Operações) e APIs.

Estudo da Delloite (The Omni-Channel Opportunity, 2014) mostra que 31% das pessoas visitam uma loja física antes de comprar on-line. Por outro lado, 34% pesquisam on-line antes de fechar um negócio no mundo físico. Esse ato de transitar por diferentes canais acaba por refletir no valor gasto: o ticket dos consumidores omni-channel é 50% maior do que aqueles que compram com base em informações de um só canal. Dados da Associação Paulista de Supermercados (Apas) com Nielsen (Tendências do Consumidor, 2015) mostram que 61% dos brasileiros comparam preços entre lojas antes de fazer compras.

Dispositivos móveis estão no comando desse comportamento: 80% das pessoas que têm tablet, o usam para fazer compras; 35% dos entrevistados usam seu smartphone para localizar lojas próximas; e 43% disseram que aplicativos influenciam suas decisões de compra. Pesquisa da CA Technologies com o instituto Zogby (Software: the New Battleground for Brand Loyalty, 2015) revelou que 48% das pessoas no mundo já usa aplicativos para fazer compras. No Brasil, a média é de 44%.

Um exemplo de como o Varejo pode ir longe quando o assunto é Tecnologia é o Walmart. Eles não só lideram os investimentos em TI no segmento, mas também quando comparados com todo o mercado. Ou seja, o Walmart é a empresa hoje que mais investe em tecnologia no mundo, superando companhias como Bank of America, Citigroup, AT&T e ExxonMobil. De acordo com o IDC, o Walmart chega a investir US$ 10 bilhões por ano em hardware, software, serviços de TI, serviços de telecomunicações e estrutura interna. No final de 2015, a estimativa de investimentos da companhia em e-commerce para o ano fiscal de 2017 superava a casa de um bilhão de dólares.

A transformação está em curso. O consumidor já mudou o jeito como vê o varejo. Por isso, o desafio das empresas é adotar inovações com rapidez. A velocidade é o fator fundamental de competitividade. O setor percebe essa urgência. Prova é o salto nos investimentos do segmento em Tecnologia da Informação. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (Pesquisa Anual do Uso de TI, 2015), o comércio já investe 3,4% de seu faturamento em Tecnologia da Informação. Ainda é pouco quando comparado com o setor líder em investimentos, o Financeiro (7,6%), mas vem aumentando nos últimos anos, à medida que o setor amadurece na adoção de ferramentas mais complexas. Fato é que parceiros de tecnologia atentos a essas necessidades trazidas pela economia digital se tornarão indispensáveis para o Varejo.

> *João Fábio Valentin é vice-presidente de DevOps da CA Technologies para América Latina

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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