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Nove insights que mudarão sua empresa hoje

Para quem ainda não ouviu falar em Organizações Exponenciais, recomendo a leitura do livro Exponential Organizations – Why new organizations are ten times better, faster and cheaper than yours (and what to do about it), de Salim Ismail e Yuri van Geest. Disponível também em português, a leitura é uma verdadeira jornada, ao mesmo tempo assustadora e excitante.

Uma profunda análise de cases mundiais conhecidos, sob uma ótica que para algum desavisado poderia beirar a ficção científica, página a página somos arremetidos subitamente pelas provocações e insights.

Parte-se do princípio de que no mundo corporativo atual existe um novo organismo – a Organização Exponencial, solta na Terra e que se não a compreendermos, em última análise, não nos tornarmos uma delas, seremos simplesmente devorados. Estas organizações estariam se expandindo em uma proporção muitas vezes maior do que uma empresa típica, modificando complexas estruturas sociais, provocando mudanças inesperadas e criando novos mercados absolutamente disruptivos.

As Organizações Exponenciais são também conhecidas como ExOs (do inglês Exponential Organizations). Elas são novas empresas que adotaram uma forma diferente e revolucionária de fazer negócios e, como consequência, observaram rápido crescimento em curto período de tempo, se comparadas aos seus pares no mesmo ramo econômico. Utilizando um pensamento moderno com ação e reunindo os elementos certos, estas empresas escalaram o mercado cerca de 10 vezes mais rápido que seus concorrentes. Uber, Airbnb, Netflix, Google e Waze são exemplos de Organizações Exponenciais que mudaram radicalmente a forma como a sociedade interagia e consumia os produtos de suas categorias. Elas simplesmente revolucionaram o modelo de negócio e atuação no oferecimento de seus produtos e serviços.

Organizações mais antigas e consolidadas se utilizam de sistemas lineares para existir e para gerenciar suas atividades. Desta forma, é comum uma hierarquia definida, com grande centralização do poder e do conhecimento. Por outro lado, a mentalidade trazida pelas ExOs sai completamente destes padrões, são domadas por um senso de não linearidade, total descentralização, pela transparência e inovação, fazendo com que as possibilidades de sucesso sejam potencializadas muitas vezes através da escala que alcançam. Na maioria das vezes são negócios simples, que nasceram para resolver problemas das pessoas de forma a quebrar todos os paradigmas até então existentes.

Que estas organizações são diferentes não nos resta qualquer dúvida e, a partir desta perspectiva de escalada ao sucesso, quais insights podemos retirar deste processo de criação e explosão das Organizações Exponenciais? Como líderes podem construir empresas que sejam tão ágeis, habilidosas e inovadoras como as pessoas que farão parte dela, seja seu time ou seus clientes? Como competir neste acelerado contexto? Como expandir nestas proporções exigidas pelo mercado atual? Aprendemos como podemos expandir a tecnologia. Este é o momento de aprender como podemos expandir as organizações.

Para qualquer líder, está se tornando cada vez mais evidente que suas funções estão deixando de operar em um mundo previsível, para um mundo volátil e complexo em que a adaptabilidade e a disrupção representam vantagens competitivas obrigatórias.

Por esta razão, compartilhamos nove insights do livro para esta nova liderança exponencial. Confira a seguir:

1) Crie produtos e serviços baseados na informação: encontre novos produtos e serviços que sejam totalmente baseados em informações. Isso permite escalabilidade. Se eles ainda não estiverem disponíveis na empresa, desenvolva-os. Rápido!

2) Tenha mecanismos externos de promoção da inovação: segundo Peter Diamandis “se você estiver contando exclusivamente com a inovação de dentro da sua empresa, você está morto”. Por isso encontre maneiras de alavancar a sua comunidade e para a inovação. Investigue a inovação cooperativa e dê liberdade aos colaboradores.

3) Explore novos modelos de negócio: à medida que os dados se tornam o novo petróleo, muitos modelos de negócio serão transformados de hardware para software, e para serviços. Em todos os segmentos! Agregar serviços complementares, aos produtos serviços, diferencia, permite margem e amplia a percepção do cliente para as necessidades que o seu produto satisfaz.

4) Explore outros tipos de inovação: a maioria dos líderes considera a inovação localizada em produtos. Enxergue as inovações de processos, inovação social, inovação organizacional, gestão da inovação, inovação de modelo de negócio e etc. Tecnologia e produtos já não são mais os únicos agentes de inovação.

5) Aceite que há limites para quantificação, dados e racionalização: ainda existe um lugar e um papel fundamental na intuição, experiência, visão pessoal e instinto. Como o futuro na maior parte das vezes é desconhecido, a maioria das decisões estratégicas importantes ainda depende da intuição. O instinto às vezes pode servir como uma bússola em um mundo incerto, especialmente ao solucionar um problema pelo qual você tem interesse.

6) Explore novos modelos de receita: mais assinaturas X vendas isoladas. Há uma tendência de acesso X apropriação muito em alta. Mais apps, mais produtos conectados e mais Economia Circular. Novos modelos de taxas, licenciamento de plataforma, por exemplo.

7) Avalie modelos de preços diferenciados em tempo real: o monitoramento da demanda em tempo real permitirá a precificação também em tempo real (por exemplo, passagens aéreas). A inteligência artificial se revelará extremamente valiosa nessa transição.

8) Considere dashboards comportamentais em tempo real: dados agregados dos clientes em tempo real fornecem informações sobre o comportamento e as emoções deles, permitindo a adequação de produtos e serviços com base no perfil desses clientes.

9) Aposte cada vez mais na personalização do produto: personalização completa dos produtos e serviços com base em clientes individuais (tamanho, gosto, língua, dados comportamentais, dados contextuais, dados de sensores, dados transacionais e, possivelmente, DNA ou perfil neurológico). O Neuromarketing não só deve ser usado para medir a atenção, a motivação, a intenção, a marca e a eficácia, mas também como uma forma de personalização em áreas como entretenimento, esportes e alimentos.

Inovação e velocidade somados aos 4 D’s (disrupção, descentralização, desburocratização e democratização) são pontos-chave para a criação e o crescimento de uma Organização Exponencial sustentável.

> * Fabiana Mendes é sócia-diretora da GS&Friedman.

> Fonte: Portal Mercado e Consumo.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Conheça 10 dicas essenciais para a gestão de bares e restaurantes

Cliente satisfeito volta. Mas nem sempre é assim. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 53,8% das empresas brasileiras abertas em 2008 deixaram de existir após quatro anos de atividade. A coisa se complica nos pequenos estabelecimentos, onde o empreendedor faz quase tudo sozinho, sendo responsável por todas as etapas que envolvem o negócio — da administração em si ao atendimento no balcão, passando pela relação com fornecedores. Não é fácil.

No caso dos cerca de 1 milhão de bares e restaurantes existentes no país, segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), os donos enfrentam desafios diários. Mas, graças à tecnologia, essa história está mudando. Você sabia que já existem sistemas capazes de fazer todo o gerenciamento do negócio? Com essa facilidade, garçom e caixa estão sempre integrados: enquanto ele atende as mesas, todos os pedidos são registrados. E essa é só uma das vantagens.

Conheça, a seguir, 10 dicas essenciais para a gestão de bares e restaurantes. Mas não esqueça que o sucesso do negócio depende, em primeiro lugar, de quem está à frente dele — e de suas atitudes. Se o cliente não for bem tratado, não tem computador que faça ele voltar!

1 – Facilite a gestão do negócio
Uma das maiores queixas dos proprietários de bares e restaurantes é, justamente, a dificuldade de administrar o negócio. Mas a realidade, hoje, é outra. Porque já está disponível no mercado um sistema completo de gestão, o Bemacash, que inclui equipamentos para fazer a operação de ponta a ponta, o que facilita o controle de cada etapa. Com o sistema, você poderá efetuar todas as funcionalidades de forma rápida e simples. As vendas, por exemplo, podem ser feitas por meio de um tablet e a impressora de recibo fornece o comprovante. E o melhor de tudo: é fácil de instalar, fácil de usar e tem um custo acessível.

2 – Dê adeus às ligações desnecessárias!
Esta dica tem a ver com a anterior. Porque, além de todas as facilidades geradas, na hora da manutenção (ou mesmo se pintar qualquer problema técnico no sistema), você resolve tudo com um só fornecedor. Ou seja, não é preciso ir atrás da empresa que cuida da impressora e de outra responsável pela gaveta de dinheiro. Todos os fornecedores estão resumidos a um só. Você não perde tempo fazendo um monte de telefonemas, perdendo tempo e dinheiro, em vez de se concentrar no seu negócio — que é o que interessa. Sem falar que a garantia é de 36 meses para os equipamentos.

3 – Fique em dia com a fiscalização
Tantos detalhes fazem parte da administração de um bar ou restaurante, que emitir nota fiscal eletrônica ao consumidor (NFC-e), muitas vezes, é um item deixado de lado. Por isso, é importante ter um sistema completo de gestão em seu estabelecimento, tudo integrado em um mesmo sistema. Isso facilita tudo ao máximo, inclusive os detalhes que nem sempre a gente lembra na hora de fechar a conta. E, assim, o estabelecimento fica dentro da legislação, evitando problemas com os fiscais.

4 – Deixe a gritaria de lado
Por falar em fechar a conta, não só isso como também os pedidos são fáceis de fazer com um sistema de automação comercial, dando total mobilidade ao garçom, que passa a trabalhar integrado ao caixa. É que, enquanto ele gerencia as mesas, todos os pedidos são registrados no caixa. Não tem aquela coisa chata de ficar gritando para quem está atrás do balcão.

5 – Agilize o atendimento
Além de dar um basta na gritaria, que é inconveniente (principalmente para o freguês), com este programa é fácil fazer o gerenciamento das mesas. Você controla o fluxo do seu restaurante e sabe, em tempo real, qual é a disponibilidade de lugares. Desse jeito, não tem complicação na troca de informações entre a cozinha e o atendimento.

6 – Pague só pelo que você utiliza
Sabe aquela história do sujeito que foi ao supermercado fazer a compra do mês e voltou para casa com uma televisão, sem ter necessidade? Isso pode acontecer sem que a gente se dê conta… Contratar serviços que não fazem o menor sentido dentro do negócio (ou que não atendem às suas necessidades básicas) é puro desperdício. Pois outra vantagem das novas soluções disponíveis no mercado é que o comerciante contrata e paga aquilo que realmente utiliza.

7 – Cresça pagando pouco
Você terá todas as ferramentas para crescer cada vez mais e, o que é melhor, a partir de R$ 10 por dia. Esse é o preço do plano básico de assinatura do sistema — que, cá entre nós, pelas facilidades que proporciona, não tem preço. Detalhe: esse valor inclui o equipamento. E não tem nenhuma taxa extra. A não ser que você contrate outros planos mais complexos.

8 – De olho no estoque
Lidar com produtos perecíveis faz parte do dia a dia de quem tem um bar ou restaurante. Agora, o que não pode é deixar alguma coisa estragar ou — o que é igualmente grave! — faltar na geladeira. Isso é prejuízo na certa! Sem falar no vexame diante do freguês… Porém, a gente sabe que, na correria, isso pode acontecer. Mas não é que os experts em tecnologia incluíram no sistema de gestão uma ferramenta que permite cadastrar e controlar os produtos do comerciante, de forma rápida e até a distância? Aí, não tem como esquecer de fazer as compras na hora certa.

9 – Cuide do ambiente
Limpeza não tem nada a ver com luxo. É um preceito básico para quem atua em qualquer ramo. O que dizer, então, do setor de alimentação? O ambiente tem que fazer o cliente se sentir confortável. Da mesma forma, invista na arrumação da casa (e até na decoração, dentro do possível). São detalhes como esses que fazem o freguês se sentir acolhido e voltar sempre — além da boa comida, claro.

10 – Conheça seus clientes
Um negócio existe para dar lucro. Mas o sucesso não virá se não houver aprovação do maior interessado em seu produto ou serviço: o cliente. O cardápio não está agradando em cheio aos frequentadores? É preciso mudar alguma coisa no ambiente e você não sabe direito? Decisões como essas são mais fáceis de tomar quando há espaço para os clientes dizerem o que esperam do seu negócio. É só ouvi-los e, depois, agir de acordo com as sugestões que eles mesmos dão.

Como você pôde ver, a gestão é muito importante não só porque facilita as coisas. Em um cenário onde a competição se torna cada vez mais acirrada, só vão sobreviver os bares e restaurantes que tenham um modelo de gestão profissional. Os benefícios são muitos.

Você reduz custos, aumenta a produtividade e torna simples tarefas como controlar o fluxo de caixa — a causa pela qual muitos empreendedores fecham as portas de seus negócio, justamente por não terem ferramentas adequadas para gerenciar a entrada de receitas e os gastos com fornecedores, funcionários e tributos. O investimento em soluções que automatizam esse gerenciamento ajuda a evitar sustos no futuro e a manter a empresa saudável e lucrativa.

A boa notícia é que, conforme já dissemos no início deste texto, você pode encontrar soluções para todos esses problemas ao contratar o Bemacash Bar e Restaurante, que é um sistema de gestão do Fly01, desenvolvido pela TOTVS para micro e pequenos negócios. Na prática, é um PDV completo com todos os equipamentos que você precisa (gaveta de dinheiro, tablet, impressora, leitor e meio de pagamento) e sistema Fly01, desenvolvido pela TOTVS especialmente para as necessidades de micro e pequenos empresário, integrado ao hardware de automação e a soluções fiscais da Bematech.

Este pacote de soluções oferece todas as ferramentas para seu negócio crescer cada vez mais e melhor: a partir de apenas R$ 10 por dia! Além disso, você tem todo controle e gestão do seu negócio: controle de estoque, cadastro de produtos, funcionários, clientes e relatórios que ajudarão você com informações importantes para suas tomadas de decisões.

E tudo isso você pode acessar de qualquer lugar. Não precisa nem de um servidor físico. Porque, com a tecnologia em nuvem, você acessa e faz tudo pela internet, de onde estiver. Esta é a melhor maneira de aprimorar a gestão do seu estabelecimento, utilizando soluções que fazem sentido às suas necessidades e pagando apenas pelo que realmente utiliza. Bons negócios!

> Fonte: Portal Pequenas Empresas Grandes Negócios

> Texto também publicado no site da FCDL.

Pesquisa aponta os negócios promissores para 2017

Abrir um negócio está nos planos de muitos empreendedores brasileiros para este ano. Segundo um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), baseado no perfil de novas empresas em anos anteriores e no comportamento da economia nacional, os empreendimentos que atendem às necessidades básicas e que oferecem serviços de reparação estão entre as atividades que mais prometem ter sucesso este ano.

Para este levantamento, a instituição analisou os segmentos com maior taxa de natalidade em 2016, pois sinalizam a existência de uma maior demanda. Parte dos negócios em alta está em atividades ligadas a vestuário, alimentação e higiene. “A população continua crescendo e, mesmo em tempo crise, ela não deixa de consumir esses produtos e serviços. As pessoas buscam alternativas mais baratas, mas o consumo permanece. É importante o empresário acompanhar esse movimento da economia para ter mais sucesso”, comenta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

O segmento de reparos é outro que continua promissor para este ano. Até 2014, a ascensão das classes C e D impulsionou o consumo de eletrônicos, automóveis, entre outros. Porém, com a crise econômica, este público busca agora reparar esses bens ao invés de adquirir produtos novos. Também figuram entre os negócios que prometem dar retorno positivo os que oferecem produtos e serviços especializados para outros empreendimentos e que possibilitam a redução dos custos operacionais e/ou aumento da sua eficiência produtiva.

Veja a lista completa, segundo a pesquisa do Sebrae:

– Alimentos e bebidas: comércio de alimentos e bebidas, representação comercial, preparação de alimentos, restaurantes populares, lanchonetes, produtos de panificação, doces e refeições.

– Vestuário: Confecção, comércio de vestuário e acessórios do vestuário e bijuterias

– Serviços de saúde: consultório médico, serviços ambulatoriais, fisioterapia, nutrição, venda de planos de saúde, comércio de medicamentos e artigos de ótica.

– Produtos/serviços inovadores: produtos e serviços que permitam aumentar a eficiência produtiva e/ou redução de custos das empresas.

– Serviços de Reparação: reparação e manutenção de veículos usados, de máquinas e equipamentos, comércio de peças e acessórios para veículos usados.

– Estética/beleza: cabeleireiros, comércio de cosméticos, de produtos de perfumaria, higiene pessoal.

– Serviços especializados: serviços advocatícios, de engenharia, de comunicação, de gestão empresarial, de apoio administrativo, contabilidade, domésticos e com foco na 3ª idade.

– Informática: Serviços de manutenção e reparação de computadores e equipamentos de informática, produção de softwares e comunicação multimídia.

– Construção: comércio de material de construção, manutenção, reparação, pintura, reformas de imóveis, instalações elétricas, hidráulicas, acabamento, serralheria, móveis de madeira, manutenção de sistemas de ventilação e refrigeração.

> Fonte: Portal Editora Lamonica

> Texto também publicado no site da FCDL.

Quatro passos para digitalizar um pequeno varejo

Por Eros Jantsch*

Muito se fala sobre como a tecnologia está evoluindo e ajudando os grandes varejistas, mas pouco ouvimos sobre o impacto dessa transformação nos pequenos estabelecimentos comerciais. Diante da expansão das redes varejistas de grande porte e as perspectivas de retomada econômica do país, o microempreendedor deve buscar seu espaço no mercado. No entanto, só conseguirá alcançá-lo se entender os benefícios de digitalizar o seu negócio e investir na tecnologia certa.

Na busca por fazer o negócio crescer rapidamente, mas sem os devidos controles, muitos se perdem pelo caminho. O pequeno varejista tem como costume controlar a empresa pela simples entrada e saída de dinheiro do caixa e isso é bastante perigoso. O ideal é acompanhar as vendas, os custos da empresa, as contas a pagar e a movimentação do capital por meio de uma ferramenta que auxilie a visualização do fluxo de caixa de forma precisa.

Outro ponto fundamental para o varejo – e cada vez mais determinante para a sobrevivência dos estabelecimentos – é a busca pela fidelização dos consumidores. Para isso, é importante ter o perfil de consumo de cada um dos clientes para, com base nele, oferecer um atendimento personalizado, prever comportamentos e demandas, oferecer promoções certeiras e aumentar as vendas. Não usar a tecnologia a favor desse movimento é como se atirar em um buraco sem fundo quando, na verdade, há aí uma oportunidade para dar um salto e sair na frente. E isso pode ser feito em apenas quatro passos simples. Coloque-os em prática e digitalize sua empresa de forma segura e eficaz.

1 – Converse com seu contador, com outros varejistas e busque referências

Todo estabelecimento de micro e pequeno porte tem um contador para apoiá-lo. É importante conversar com o seu para entender qual a melhor forma de gerenciar o seu negócio e saber quais obrigações fiscais sua empresa deve entregar para, então, identificar as tecnologias que atendam às suas necessidades. Além disso, é importante conversar com pessoas que tenham o mesmo tipo de comércio que você para compreender o dia a dia da operação e todas as questões que o software de gestão deve atender.

2 – Busque uma empresa de tecnologia para te ofertar a solução ideal

No Brasil, assim como em muitos outros países, as empresas precisam automatizar os seus processos para terem operações mais eficientes, bom controle do negócio e atender a diversas obrigações fiscais. Quando falamos de micro e pequenos empreendimentos, essa preocupação também existe. A falta de organização na gestão, de ter uma visão clara dos custos versus ganhos e de indicadores de performance pode determinar o sucesso ou fracasso de uma empresa. Isso sem mencionar as multas aplicadas à falta de pagamento de tributos, ou mesmo o cálculo errado, que podem acontecer facilmente em uma operação manual e acarretar em despesas bem pesadas nas contas de um pequeno negócio. Por isso, ao decidir investir em um sistema que o ajude nesta missão, busque um fornecedor que entenda o seu negócio, as legislações brasileiras e consiga atender a todas as suas demandas e necessidades.

3 – Fuja de problemas que possam ser evitados

Ao buscar um fornecedor de TI, certifique-se de que está contratando uma empresa que resolverá o seu problema ao invés de criar mais um. Por isso, procure uma organização que esteja presente no mercado há anos e ofereça uma solução que atenda a todas as suas necessidades e que caiba no seu bolso. Hoje, ao comprar uma solução completa – hardware e software – não é mais necessário fazer um alto investimento inicial. Por meio de pequenas parcelas mensais, os pequenos empresários conseguem contratar todos os equipamentos necessários para modernizar a gestão da sua empresa.

4 – Adquira soluções modernas e funcionais

Outro fator importante para os empreendedores que desejam digitalizar a sua operação é a mobilidade. Ela permite, entre tantos outros benefícios, atender melhor os clientes e transformar o dia a dia dos gestores ao permitir a visualização da operação – vendas, pagamentos e recebimentos futuros – a qualquer hora e lugar por meio de seu smartphone ou tablet. Portanto, mantenha-se atualizado, mas não compre uma solução apenas porque ela é moderna. Estude o produto, veja os relatórios oferecidos e avalie como a ferramenta irá ajudá-lo a ter uma operação mais lucrativa antes de adquiri-lo. Ainda mais em um cenário em que, independentemente do seu porte, já existem soluções completas e móveis com um custo compatível à sua realidade e desenvolvidas especialmente para cada especialidade do setor – de um food truck a uma loja de roupas ou bijuterias. Ou seja, está muito mais fácil investir na digitalização do seu varejo e conquistar mais economia, eficiência e produtividade para oferecer um atendimento de qualidade aos seus clientes.

> * Eros Jantsch é vice-presidente de Micro e Pequenos Negócios da TOTVS.

> Fonte: Portal Varejista

> Texto também publicado no site da FCDL.

Saiba como rever os preços de venda de seu produto ou serviço

Para a boa rentabilidade de seu negócio, o empreendedor deve estar atento aos preços de venda praticados, monitorando a concorrência. Não se trata de guerra de preços. Mas de manter seu faturamento dentro dos parâmetros aceitáveis, suficientes para quitar compromissos e, ainda, angariar uma margem de lucro, pequena que seja. Em uma época com alto índice de desemprego, custos em patamares elevados e faturamento em queda, é preciso tomar cuidado na gestão do negócio em seus mínimos detalhes.

O faturamento nada mais é que a soma das vendas. E para vender há que se cuidar da qualidade do produto, do atendimento, da localização, do preço e dos prazos concedidos. E, aqui, estamos falando de um dos pontos que pode ser um fator de decisão dos clientes. Muitos deles estão com problema de receita, seja por desemprego, seja pela alta em todos os itens de consumo, o que torna o orçamento cada dia mais limitado. Dessa forma, uma das estratégias é rever os preços. Mas de que maneira?

De acordo com a analista da Unidade de Atendimento do Sebrae Minas, Beatriz de Carvalho, o primeiro passo é negociar na hora da compra. “Assim como o cliente tem necessidade do seu produto, você tem necessidade de adquirir esse produto do seu fornecedor. Você é o cliente do seu fornecedor. E assim como você depende do cliente, o seu fornecedor depende da sua compra para faturar. Portanto, negocie sem constrangimento”, explica a analista.

O segundo passo é entender que uma boa venda se inicia em uma compra bem feita. Administre o seu giro de estoque – estoque com giro baixo é dinheiro parado e um custo a mais para o negócio. Em seguida, promova mais o seu negócio. Além de divulgar os produtos e serviços, é importante reduzir o preço de alguma mercadoria para atrair o cliente. Faça composições de diferentes produtos para conseguir vender mais por menos. E, em paralelo, acompanhe o seu concorrente. Abrir mão de parte do seu lucro para se manter vivo no mercado, especialmente nesse momento econômico vivido pelo país, é imprescindível.

Como calcular o preço?

O preço de venda calculado adequadamente é aquele que cobre todos os custos (variáveis e fixos) e ainda gera um percentual de lucro líquido. E como achar o percentual de custo fixo? Eis a fórmula: divida a média mensal dos custos fixos pela média mensal de faturamento e multiplique o resultado por 100. Deste lucro bruto, subtraia o custo fixo. Se o seu custo fixo é de 50%, este produto paga os custos fixos (50%), mas não gera margem de lucro.

Fique sempre atento a esse questionamento: subtraindo o custo variável o preço de venda, o resultado é suficiente para cobrir os custos fixos e ainda gerar margem de lucro? Se sim, você deve abrir mão de um percentual dessa margem de lucro com a intenção de manter o cliente consumindo seu produto e, consequentemente, o faturamento e a sua empresa saudável.

> Fonte: Portal Pequenas Empresas Grandes Negócios.

> Texto também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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