Posts Tagged ‘Tecnologia’

17/01/2018

Tecnologia ajuda a personalizar ofertas no varejo

Com o avanço da tecnologia, as organizações começaram a aprimorar processos para oferecer uma melhor experiência aos clientes. No varejo, as lojas adotaram tecnologias para reduzir filas e o tempo de entrega das compras, por exemplo. E agora, estão investindo na personalização do atendimento, promoções e mix de produtos. Algo que já acontece no e-commerce, mas pouco nas lojas físicas.

O conceito, em geral, não é novo. Os setores de varejo e serviço sempre buscaram a personalização, mas, em geral, as ações ficavam restritas a artigos de luxo. Porém, todo mundo gosta de ser reconhecido e sentir-se especial. Essa premissa, juntamente com a popularização das tecnologias e o crescimento da importância dada pelas empresas à experiência do consumidor (a chamada “era do cliente” em que estamos vivendo), deu ao conceito uma nova abordagem e democratizou a personalização.

O primeiro passo para torná-la realidade no varejo físico é obter dados dos clientes, para conhece-los melhor. Antes, era necessária uma pessoa altamente qualificada com essa única função. Entretanto, hoje, várias tecnologias podem ajudar, como oferecer wi-fi ao consumidor que, para usá-lo, precisa se cadastrar com dados de uma rede social ou simplesmente nome e e-mail.

A instalação de câmeras também simplifica essa rotina. Elas automatizam a coleta de dados – gênero, faixa etária, setores e prateleiras que os clientes gastam mais tempo e, até mesmo, expressão facial – analisando a reação das pessoas diante de um produto novo e ajudam a direcionar a estratégia de go to market de forma mais assertiva.

Com os dados em mãos, é hora de analisá-los e correlacioná-los. Essa etapa é fundamental para a personalização ser efetiva e não mais baseada em percepções. Até mesmo porque, os insights extraídos são diferentes em cada estabelecimento. Por exemplo, em uma farmácia, apenas cinco segundos em frente a um produto são suficientes para que o cliente o compre, enquanto em uma loja, são necessários ao menos 30 segundos.

Quanto mais automatizada for essa avaliação, mais rápida será a ação e, consequentemente, o seu retorno. Porém, mais importante do que coletar e analisar os dados, é gerar valor a partir deles. Os insights obtidos nessa base de dados podem ajudar a oferecer um atendimento próximo e especializado, promoções exclusivas e, inclusive, melhorar o mix de produtos de acordo com o perfil do público que frequenta o estabelecimento.

Isso pode ser feito de várias maneiras e com diferentes tecnologias, mas, em geral, envolve três grupos: sensores para coleta de dados, wi-fi, câmeras, aplicativos e beacons; soluções de análise de informações; e plataformas para escalar as ações exclusivas, como aplicativos, e-commerce e CRM.

Essas tecnologias podem ajudar a criar um ciclo virtuoso, impactando positivamente a receita das varejistas, que passam a atender melhor e a vender mais. E, embora o varejo opere com margens muito pequenas, o retorno da personalização já está comprovado e deve ser o foco das empresas que desejam melhorar seu atendimento com ganhos de escala e competitividade.

> * Christian Rempel é consultor do segmento de varejo da Logicalis.

> Fonte: Portal Administradores

> Texto também publicado no site da FCDL.

23/11/2017

Varejistas investem em tecnologia para evitar devolução nas compras on-line

O cliente acessa o site da sua grife favorita, compra uma peça de roupa e, quando recebe a encomenda… o modelo não cabe. Estratégias para evitar essa experiência frustrante estão no radar de varejistas de moda, das marcas Levi’s e GAP a start-ups menores do setor. Provadores virtuais, modelos 3D e inteligência artificial estão no cardápio de tecnologias para facilitar a vida do consumidor, em um mercado em que o percentual de produtos devolvidos chega a 40%.

As estratégias para enfrentar o problema variam de marca para marca. Na GAP, a aposta é um aplicativo, desenvolvido em colaboração com a Google e a start-up Avametric, que permite que clientes experimentem as roupas virtualmente. Para isso, basta inserir informações como peso e altura, para que seja gerado um modelo 3D que auxilia a encontrar a peça ideal. Mas o serviço só funciona no smartphone Google Tango, que é vendido apenas nos Estados Unidos.

Sebastian DiGrande, vice-presidente executivo e diretor de Consumo da GAP, diz que a solução de realidade aumentada tem sido bem recebida. Mas ressalta que a empresa ainda está avaliando se o consumidor realmente quer usar um modelo 3D virtual.

A QVC, outra varejista de moda americana, investe em modelo semelhante. Em parceria com a start-up Rakuten Fits Me, desenvolveu um sistema em que o cliente insere suas medidas e consegue navegar por itens que se encaixam nos parâmetros. Isso aumenta a chance de que a experiência de navegação se converta em compra. “É tudo uma questão de confiança. Se eles têm confiança em comprar, eles voltarão à loja de vez em quando”, explica Vicky Zadeh, diretora executiva da Rakuten Fits Me.

As soluções vão além de ajudar os clientes a não levarem para casa roupas que não servem. Também se trata de garantir que as avaliações dos consumidores sejam as melhores possíveis. E todos estão de olho na Amazon, que tem investido mais no setor de moda e, como nos demais segmentos em que atua, vem recorrendo à inteligência artificial.

A expectativa do mercado é que a gigante on-line ultrapasse a Macy’s como maior loja de roupas dos EUA. Hoje, a Amazon oferece, por US$ 200, o Echo Look, espécie de robô estilista equipado com câmeras, flash e o assistente virtual Alexa, que ajuda o usuário na hora de escolher o visual perfeito.

> Fonte: Portal Newtrade.

> Texto também publicado no site da FCDL.

24/10/2017

A influência da tecnologia na mudança do comportamento na compra de bens comuns

Por meio das novas tecnologias, os varejistas conseguem olhar para cada cliente de forma única e personalizada, já que os consumidores estão cada vez mais exigentes e buscam apenas por produtos com os quais se identificam

Cada vez mais presenciamos como a tecnologia vem impactando e mudando o comportamento das pessoas. Ela tem corroborado, de forma bastante significativa, as ações do cotidiano, acarretando drásticas alterações também nos hábitos de consumo e busca de produtos e serviços pela internet.

Devido ao avanço tecnológico e a procura da sociedade por agilidade e praticidade, as compras de supermercado se modernizaram e agora temos a possibilidade de fazê-las por meio de plataformas e aplicativos que selecionam os produtos e entregam na casa do consumidor. Segundo a 35ª edição do relatório WebShoppers, da E-bit/Buscapé, a procura de produtos no comércio eletrônico vem crescendo de forma positiva. Em 2016, 48 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra virtual, representando um aumento de 22% em relação a 2015. O relatório apontou também que no mesmo período, 21,5% das transações efetuadas pela internet foram realizadas por meio de dispositivos móveis, revelando a necessidade que o comércio eletrônico tem de se adaptar às pequenas telas dos smartphones.

Mesmo ainda existindo alguns desafios, vender alimentos pela internet já é uma realidade para os adeptos a realizar suas compras mensais. O consumidor digital tem optado por essa alternativa por algumas características que a tecnologia proporciona, como mais opções de produtos nas gôndolas, possibilidade de encontrar produtos frescos de acordo com a sua necessidade, realizar uma pesquisa mais aprofundada do alimento que procura e em menor tempo nas diversas redes supermercadistas, um atendimento personalizado e humanizado, opção de compra e entrega de forma rápida e fácil, com hora e data agendada pelo consumidor.

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Essa mudança de comportamento irá afetar cada vez mais o varejo físico e a tecnologia, nesses casos, têm se tornado uma grande aliada para aumentar a procura das redes supermercadistas, principalmente no ambiente digital, onde estar presente nem sempre é sinônimo de maior custo.

Por meio das novas tecnologias, os varejistas conseguem olhar para cada cliente de forma única e personalizada, já que os consumidores estão cada vez mais exigentes e buscam apenas por produtos com os quais se identificam. Além disso, é importante destacar que esse público tem se tornado verdadeiros influenciadores para a permanência e reputação de uma loja no comércio eletrônico. Falo isso porquê dependendo a experiência, esse consumidor se tornará um embaixador de sua marca.

Outro ponto relevante é que a entrega de opções como a de comprar novamente e atender aqueles novos perfis de consumidores que buscam produtos e serviços com os quais se identificam, precisam ser os pontos mais importantes e transparentes possíveis.

Vale deixar claro que o número de compra e entrega de alimentos feitas virtualmente está crescendo em ritmo acelerado e isso se dá muito pelo uso de novas tecnologias disponíveis por meio de aplicativos e smartphones. É muito importante que os varejistas, além de estarem no meio digital, estejam também em todos os canais possíveis para falar com seus consumidores. O mesmo vale para as lojas físicas, que precisam estar atentas a essa mudança e se adaptarem a nova realidade de consumo. A ideia é que por meio da tecnologia seja possível aumentar vendas novas recorrentes, ser mais assertivo, melhorar a influência de procura e ainda ser bem visto como uma vitrine virtual.

> *Marco Zolet é CEO e fundador da Supermercado Now, plataforma de supermercado online referência no setor que surgiu para facilitar a compra de bens básicos e recorrentes, com comodidade, rapidez e com melhor custo benefício.

> Fonte: Administradores.com

> Texto também publicado no site da FCDL.

Em que fase tecnológica o seu negócio está?

A velocidade em que a tecnologia se desenvolve é imensa, mas alguns varejistas ainda não começaram a investir nem naquilo que é visto como básico. Quantas empresas já disseram que a tecnologia matou o seu negócio? Conforme lembra Daniel Pozza, gestor de serviços da NL Informática, algumas, como Nokia e Kodak. “Empresas que tiveram reveses quando fazia seus melhores produtos, investiam em tecnologia, mas na tecnologia errada”, explica.

Nesse sentido, é fundamental que as empresas entendam em que momento estão – e que ferramenta efetivamente precisam. Na NRF, maior feira global de varejo, um mundo tecnológico maravilhoso é apresentado, com muitas soluções e inúmeras possibilidades. No entanto, o executivo recorda que não adianta um gestor mirar na Realidade Virtual, por exemplo, se ele não fez a lição de casa básica, seja com relação a tecnologia ou simplesmente com relação a processos. Assim, ele divide os conceitos que observou no evento norte-americano em três grandes grupos. Confira:

A – O que toda empresa já deveria estar fazendo

1 – Compre on-line, retire na loja

“Quantas empresas no País conseguem efetivamente fazer isso? Na NRF, o conceito é citado como algo atual, que já acontece, e praticamente não vemos por aqui”, destaca. Inclusive, uma nova possibilidade já é levantada: comprar online e selecionar um local parceiro para buscar o produto.

2 – Cloud

“Todo mundo gosta de falar das coisas legais da tecnologia. Para conseguirmos fazer coisas legais, precisamos estar na nuvem. Se alguém ainda não está, está fora da curva. Faz quase dez anos que todo mundo sabe que o futuro é esse e ele está cada vez mais perto”, arremata.

3 – Interagir com clientes nas mídias sociais

O processo de compra começa muito antes da loja – em um review do Facebook, o tweet de um amigo. E não adianta: os novos consumidores querem tirar suas dúvidas pelas redes sociais. Dá para perder todo o público que está online?

4 – Administrar de perto e com carinho a sua equipe

“Só gente feliz faz cliente feliz”, define. E não adianta acreditar que só as ferramentas fazem o resultado. Como exemplo, o executivo cita que, no último dia de NRF, passou pelo estande do robô Pepper e viu ele totalmente sem bateria. A pessoa responsável por explicar o que ele faz, no entanto, estava lá ao lado dele, sorridente e solícita com todos que desejam conhecê-lo. “Nós sempre seremos melhores que robôs. A tecnologia pode nos levar para caminhos inimagináveis, mas nenhuma tecnologia vai vencer a criatividade humana, ela é só um reflexo do que se passa em nossa cabeça”.

B – O que já é realidade lá fora

1 – Análise de dados

Para Pozza, o varejo nacional realmente precisa começar a tomar decisões baseadas em dados. Lá fora, já é real, e quanto mais esperarmos para começar, pior pode ser.

2 – Prateleiras inteligentes

As informações que o cliente precisa podem ficar ali ao seu alcance para simplesmente facilitar seu processo de compra. O executivo cita o exemplo de uma prateleiras para calçados que consegue comparar os produtos – tanto com relação a preço quanto tamanho, modelos parecidos que estão disponíveis, etc.

3 – Gestão de conteúdo inteligente

Se os dados estão disponíveis, precisamos usá-los – e também para oferecer informações mais qualificadas ao cliente.

4 – Customização

Produtos personalizados para os clientes, indo além das campanhas personalizadas. “Já estamos nessa era, apenas não nos demos conta disso ainda”, brinca.

5 – Business intelligence

Provavelmente uma das tecnologias dessa lista que deveria estar na opção ‘O que toda empresa já deveria estar fazendo’. É fundamental para o mundo digital – e vai ditar o futuro de muitas empresas.

C – O futuro disruptivo

1 – Realidade aumentada

Essa é uma realidade cada vez mais próxima, mas tem um grau de especificidade ainda grande. É preciso analisar de acordo com o modelo do varejista – com a consciência de que, claro, vai chegar.

2 – Machine learning

As máquinas serão o grande filtro da enorme quantidade de dados que as empresas coletam. Decisões serão assertivas e opiniões não poderão mais basear estratégias. Também está bem perto.

3 – Computer vision, análise cognitiva

No estande do Google, na NRF, as pessoas podiam tirar fotografias para que suas feições fossem analisadas. “No futuro, poderemos analisar com que sentimento o cliente saiu da loja baseados nas feições do seu rosto”. Muito futurista? O executivo garante que também está bem próximo.

4 – Robôs

Essa é uma tecnologia que já é citada há muito tempo, mas, neste ano, foi comprovado que ela já pode adentrar nosso cotidiano. Seja com robôs de segurança, que fazem a varredura de um estacionamento, por exemplo, até o Pepper, o robozinho que antecede o atendimento ao cliente dentro da loja, demonstrando opções de produtos e conversando com o cliente.

5 – Internet das Coisas

“Melhor do que um robô é não precisar de um robô. Com os dispositivos conectados, toda a experiência do cliente fica conectada e chega na palma de sua mão”. O executivo cita como exemplo uma startup que desenvolveu um tablet para acoplar em carrinhos de supermercado. Além de fazer a varredura das prateleiras e identificar possíveis rupturas, a ferramenta mostra um catálogo para o cliente, possíveis promoções, etc. “Parece inacessível? Custa US$ 150 colocar isso em um carrinho”, conta.

6 – Realidade Virtual

Para o executivo, a tecnologia que ainda é a mais distante pelo seu nível de sofisticação. Esse distante, porém, não significa muito tempo: é preciso prestar atenção na evolução da tecnologia.

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

Oito tendências de tecnologia e negócios para 2017

Por Vicente Goetten*

Uma mudança importante vem acontecendo nos últimos anos e impactando o mundo todo: o veloz crescimento da tecnologia e a rápida adoção por empresas e pessoas. A Singularity University, aqui nos Estados Unidos, definiu que estamos passando de um mundo linear e local para outro exponencial e global. Essa nova realidade nos obriga a mudar a forma como vemos as coisas, como pensamos e como reagimos.

A tecnologia já transformou a maneira como as pessoas interagem, tanto em suas vidas pessoais como profissionais (as chances de você estar lendo isso em um dispositivo móvel, seja ele smartphone ou tablet, são enormes). As empresas não só precisam estar prontas para atrair e reter talentos que se sintam confortáveis com essas novidades, como também devem aprender que os seus negócios podem se beneficiar delas.

Mas você já deve ter ouvido falar de tudo isso, certo? A intenção desse artigo é mostrar oito tendências de tecnologia e negócios que já têm exemplos práticos no mercado e que impactarão todo o mercado nos próximos 12 meses. Vamos a elas?

1 – Crescimento exponencial da tecnologia: Vamos vivenciar, de forma muito rápida, tecnologias de ponta se tornando cada vez mais acessíveis a custos mais baixos. Dessa forma, será possível desenvolver produtos e serviços melhores, gastando menos. Alguns exemplos de tecnologias que passarão por esse crescimento são: Inteligência Artificial, impressão 3D, robôs e drones, carros autônomos, realidades virtual e aumentada, bitcoin e blockchain, biotecnologia e outras.

2 – Acesso global à internet: A internet é a principal responsável pela transformação que descrevi acima e o seu crescimento não para. Ela levou 20 anos para chegar ao primeiro bilhão de usuários, apenas cinco anos mais para chegar ao segundo bilhão e mais quatro anos para o terceiro bilhão. Até 2020, ou seja, daqui três anos, a estimativa é que mais três bilhões de usuários sejam conectados à rede. São pessoas que nunca acessaram a web, nunca fizeram uma compra online e que trarão consigo novas ideias e demandas. Boa parte delas chegarão à WWW em 2017 e, com elas, novas oportunidades de negócios. A OneWeb, por exemplo, empresa americana focada em prover internet de alta velocidade de forma acessível para todo o mundo, prometeu acelerar o lançamento de “uma constelação de satélites” para 2017 e 2018 com o objetivo de atender essa demanda reprimida através destes equipamentos.

3 – Conectividade: Nos anos 1960, computadores eram recursos raros e muito caros para uma única pessoa possuir. Foi assim que o conceito de compartilhamento surgiu, para que um grupo de pessoas pudesse acessar um mesmo sistema em turnos. Hoje em dia, o fácil acesso à computação é representado por dispositivos conectados à internet e entre si. Assim, diversas empresas conseguirão criar ofertas de interação entre pessoas e coisas jamais pensadas antes – como hubs de automação doméstica com reconhecimento de voz que toca música, faz listas de afazeres e informa o clima, o trânsito e outros dados em tempo real.

4 – Inteligência Artificial: O acesso quase infinito ao poder da computação tem sido o principal catalisador para a grande evolução da Inteligência Artificial. Esta combinação de técnicas e algoritmos, sendo a mais proeminente o Machine Learning e uma de suas vertentes – o Deep Learning -, visa treinar máquinas para que tenham as mesmas capacidades que humanos, como raciocínio, planejamento, processamento de linguagem natural, percepção e inteligência geral. Neste sentido, o ambiente de trabalho em diversas indústrias verá a IA acontecer de fato em 2017, mas não para substituir trabalhos feitos pelas pessoas. Neste primeiro estágio, a máquina terá a função de aumentar as nossas capacidades cognitivas, principalmente pela tecnologia conseguir processar um volume de dados extremamente superior ao do ser humano.

5 – Disrupção da Indústria: Aqui, vou usar a música de exemplo. Há não muito tempo, para ouvir sua música preferida a qualquer hora você tinha que comprar um CD, com um álbum inteiro – que tinha por volta de 80 minutos, porque era o que cabia naquela mídia – e também ter onde reproduzi-lo. Para compartilhar essa música com alguém, você precisava emprestar a ela o seu CD. Todos os aspectos dessa descrição mudaram. Hoje você tem serviços de música por demanda e só ouve um álbum inteiro se quiser. E essas mudanças drásticas não são exclusivas da indústria fonográfica. Avanços enormes da tecnologia e das aplicações de negócio provocaram a disrupção da experiência das pessoas. E aqui não estou falando apenas da experiência do usuário final. Indústrias como um todo deixarão de existir e, cada vez mais, veremos uma mudança na forma como pensamos e interagimos com produtos e serviços em praticamente todos os segmentos. O que me leva ao próximo ponto.

6 – Evolução dos modelos de negócios: O acesso fácil à tecnologia está permitindo que novos modelos de negócio sejam testados de forma simples e barata. Grandes inovações acontecem em anos e não mais em décadas – e caminhamos rápido para meses ou semanas. Negócios de bilhões de dólares já foram criados em poucos meses. Quando esses novos modelos surgem, a tecnologia se torna parte fundamental da estratégia e as empresas precisam repensar as competências mais importantes e se reinventar. As organizações precisam – todas elas – identificar o valor de seus negócios, como precificá-los e então começar a promover mudanças na forma como vendem e cobram por seus produtos. Esse movimento não é fácil e não ocorre da noite para o dia. Mas em 2017 veremos cada vez mais empresas buscando uma cultura digital.

7 – Experiência Digital: As pessoas já têm experiências digitais em seu dia-a-dia, ao compartilharem seus dados com aplicativos como Uber ou Waze, para ter como benefício um serviço de transporte melhor. No trabalho, aplicativos de mensagens e vídeo, além de plataformas que permitem gestão de documentos, workflows, entre outros, possibilitam uma interação interdepartamental muito maior – independentemente de onde cada time esteja alocado. Dessa maneira, o processo de criar e compartilhar conhecimento está cada vez mais rápido. Com toda a informação gerada pela economia do compartilhamento, as empresas devem – e os consumidores esperam isso delas – identificar comportamentos e utilizar isso para achar valor em novos lugares. Os chatbots serão muito adotados no próximo ano, exatamente por serem uma resposta a essa demanda. As pessoas querem sanar suas dúvidas, procurar informações ou fazer suas reclamações da mesma forma que têm sua demanda por aquele produto ou serviço atendida: digitalmente.

8 – Mudanças na proposta de valor – Os dados são a força motriz por trás da próxima grande onda na busca por proposta de valor. É nesta combinação de dados com qualidade e inteligência que as empresas estão concentrando seus esforços tecnológicos, para aumentar o poder de suas redes, tornar a conectividade ilimitada e usar o poder de computação para coletar, agregar, correlacionar e interpretar dados e, com isso, levar melhorias incríveis para a vida das pessoas.

O principal desafio à frente é adaptar o mindset e o processo de decisão para esse novo mundo em transformação, já que a inovação e a disrupção podem vir de qualquer lugar, a qualquer hora. Além de focar em suas competências-chave, as empresas precisam aprender como usar a tecnologia como um adicional ao conhecimento que já tem em casa.

> *Vicente Goetten é diretor executivo do TOTVS Labs.

CDL Palhoça

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