Um cenário de crescimento que exige estratégia
A Páscoa de 2026 se consolida como uma das datas mais relevantes para o comércio brasileiro. A expectativa é de que 106,8 milhões de consumidores realizem compras em todo o país, um aumento de 4,2 milhões em relação ao ano anterior. Ao todo, 65% dos brasileiros pretendem consumir, com gasto médio de R$ 253 e cerca de cinco itens por pessoa.
Os números são positivos, mas o cenário exige atenção. O consumidor está mais criterioso, mais informado e, ao mesmo tempo, mais pressionado financeiramente. Vender mais é possível, mas não acontece de forma automática.
Mudança no comportamento de compra
Os produtos tradicionais continuam liderando, como ovos de chocolate industrializados, bombons e barras. Ao mesmo tempo, o crescimento dos produtos artesanais revela uma mudança importante no comportamento de compra.
Qualidade, exclusividade e personalização passam a ter mais peso na decisão, muitas vezes acima do preço. Isso mostra que não basta oferecer produtos. É preciso gerar valor e construir percepção.
Outro dado reforça esse cenário: 82% dos consumidores afirmam que vão pesquisar preços antes de comprar. A disputa deixa de ser apenas por preço e passa a envolver posicionamento e diferenciação.
O momento da compra faz diferença
O timing também se torna um fator decisivo. Cerca de 45% dos consumidores deixam para comprar na semana da Páscoa, concentrando grande parte das vendas em poucos dias. Na prática, isso exige preparo. Estoque bem planejado, equipe pronta para atender e ações comerciais ativadas no momento certo fazem toda a diferença no resultado.
Alta intenção de compra, com um ponto de atenção
Apesar do cenário positivo, há um dado que merece cuidado. Entre os consumidores que pretendem comprar, 38% possuem contas em atraso, e a maioria já está negativada. Além disso, entre os que não vão consumir, o principal motivo é o endividamento. Isso cria um cenário delicado, com alta intenção de compra acompanhada de um risco real de inadimplência.
Vender bem é vender com segurança
Diante desse contexto, vender bem passa também por tomar decisões mais seguras.
A análise de crédito deixa de ser opcional e se torna uma ferramenta estratégica para proteger o negócio.
Com o uso de soluções como o SPC, o empresário consegue:
- Avaliar o histórico de pagamento do cliente
- Reduzir riscos de inadimplência
- Proteger o fluxo de caixa
Em datas sazonais, esse cuidado impacta diretamente o resultado final.
O físico segue forte, mas o digital influencia
Mesmo com o crescimento do digital, o ponto de venda físico segue como principal canal de conversão.
Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor mostra que a decisão começa antes. A maioria pesquisa online e finaliza a compra na loja.
Isso reforça a importância de estar presente no digital para influenciar a escolha, mesmo quando a venda acontece no físico.
Muito além do chocolate
A Páscoa também movimenta outros setores. Cerca de 78% dos brasileiros pretendem consumir pratos típicos, com destaque para peixes como bacalhau, salmão e atum. Produtos como Colomba Pascal e Pão de Páscoa também ganham espaço no período. Esse movimento amplia as oportunidades para supermercados, padarias, restaurantes e diversos negócios locais.
O que define o resultado do varejo em 2026
O cenário deixa um recado claro. Existe demanda, existe intenção de compra e existe oportunidade real de crescimento. Mas o resultado não será definido apenas pelo volume de vendas. Ele depende da capacidade de tomar decisões mais estratégicas ao longo do processo.
A CDL Palhoça reforça seu papel como parceira do empresário, oferecendo soluções que ajudam a vender mais, com mais segurança e inteligência. Porque, no cenário atual, crescer não é só vender mais. É vender melhor.