Archive for setembro, 2016

Mais de 70% de quem compra on-line usam sites de comparação de preços

compradorCerca de 90% dos usuários de internet já fazem compras on-line regularmente, ao passo que 73% desses consumidores digitais usam sites de comparação de preços de produtos antes de fechar uma compra. Os dados são de levantamento da Conecta, plataforma do Ibope Inteligência que pesquisa o comportamento dos consumidores on-line.

Laure Castelnau, diretora do Conecta, aponta o grande número de promoções e a comodidade de se fazer compras na internet como principais razões para a grande adesão do brasileiro ao e-commerce. “Além do preço e da comodidade, quando olhamos por região, vemos que a Norte e a Centro-Oeste estão crescendo muitíssimo no comércio on-line, porque a web aproxima o consumidor da loja. Muitas vezes é uma marca que não está em todos os estados fisicamente, mas as entregas chegam em todo o Brasil”, afirma Laure. Entre os itens mais comprados via internet pelos brasileiros estão eletrodomésticos, roupas, eletrônicos e produtos de beleza, nesta ordem.

O estudo da Conecta também revela que 80% dos internautas brasileiros baixam filmes, séries e shows, e que o equipamento mais usado para fazer o download desses produtos de entretenimento ainda é o computador pessoal, seguido do smartphone, do tablet e da smartv.

Dados da já tradicional pesquisa Webshoppers, feita pela Ebit, que monitora o comércio digital no país, comprovam que o e-commerce segue numa curva ascendente, mesmo com a crise econômica que atinge o país. Somente no primeiro semestre deste ano, as vendas pela internet atingiram a cifra de R$ 19,6 bilhões, o que representa alta de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

“O faturamento registrou um índice positivo mesmo com o cenário de retração do varejo como um todo no atual momento do Brasil. Estamos vendo uma migração do consumo do varejo físico para o virtual. Isso porque as compras online podem ser mais planejadas, por possibilitarem a comparação fácil de produtos e preços em diversas lojas, antes de o consumidor decidir fechar seu pedido”, avaliou Pedro Guasti, presidente da Ebit. A e.bit projeta um crescimento de cerca de 8% nas vendas pela internet este ano no país, que devem movimentar cerca de R$ 44,6 bilhões.

> Fonte: Portal Gouvêa de Souza

> Texto também publicado no site da FDCL.

Gestão de pessoas: como otimizar o trabalho de vendedores no varejo

varejovendePor Marcelo Tavares*

O consumidor passa em frente à loja e algo na vitrine prende sua atenção. Resolve entrar para pegar informações e, dependendo do preço, pode comprar o produto. Contudo, a equipe de vendedores não percebe essa movimentação e deixa o cliente sozinho. Sem tempo a perder, resolve ir embora e passar em outra loja para adquirir aquele item. Esta cena exemplifica como a falta de uma estratégia adequada na gestão de pessoas compromete o desempenho do varejo e pode culminar em grande prejuízo para os lojistas.

A falta de capacitação e de engajamento dos colaboradores são os principais desafios que o varejo enfrenta atualmente. Afinal, não adianta ter uma vitrine atrativa e preços mais em conta se a equipe de vendas não puder atender as demandas dos consumidores. Um levantamento do Instituto Gallup, por exemplo, mostra que funcionários descontentes ou não engajados custam até US$ 350 bilhões por ano apenas para a economia norte-americana. Em uma época de concorrência elevada e instabilidade econômica, é imprescindível reverter essa situação.

Para conseguir isso, a primeira medida a ser tomada consiste no monitoramento do ponto de venda. Ao identificar a movimentação dos consumidores dentro do estabelecimento, com os horários de picos e as zonas quentes (lugares mais frequentados), o lojista consegue analisar o desempenho de vendas dos colaboradores. Assim, é possível criar ações e treinamentos para capacitá-los e engajá-los de acordo com as demandas específicas do seu negócio.

Apenas com a definição da taxa de aproveitamento das equipes é possível ter certeza das melhores estratégias para a gestão de pessoas dentro da loja. Quando o funcionário é bem orientado e sabe o seu posicionamento no estabelecimento, ele consegue melhorar seu atendimento, abordando quem estiver indeciso ou mesmo ir atrás de informações para um cliente em potencial. Somente com o monitoramento de fluxo é possível fazer o raio-x do estabelecimento e identificar os pontos que precisam ser melhorados na prática.

> *Marcelo Tavares é CEO da FX Retail Analytics, empresa de inteligência para o varejo por monitoramento de fluxo.

> Fonte: Portal Varejista

> Texto também publicado no site da FDCL.

Saiba como engajar seus funcionários e melhorar a produtividade

vendedoraJá dizia Raul Seixas: “sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade.” Por mais que o cantor nunca tenha gerido um negócio, essa frase pode ser usada facilmente para descrever um dos pilares da gestão de pessoas: engajamento do time. Colaboradores que compram o sonho do empreendedor e dividem suas batalhas como verdadeiros donos do negócio não só atendem melhor os clientes felizes como também são um grande sinal de sucesso.

A própria Isabel Humberg, fundadora do OQVestir, compartilhou, no CEO Summit sua crença de que “o sucesso em uma empresa acontece quando o sonho deixa de ser só seu e passa a ser de todos”. E não é só ela que pensa dessa forma, Israel Salmen, fundador do Méliuz, vendeu seu sonho tão bem que tem seu time como praticamente uma segunda família. O mineiro relatou que, no último Black Friday, dormiu em seu escritório, junto com seus colaboradores, para conseguir ter certeza de que todos os clientes seriam respondidos a tempo.

Isabel, aproveitando o ganho, contou sobre a vez que teve que deixar os papéis de lado e entrar no estoque, junto com seu time, para conseguir separar todos os pedidos que recebeu na época da promoção. E o resultado disso tudo? Cliente elogiando o atendimento e indicando a empresa para outros amigos. Que empreendedor não quer isso? Acontece que, para conseguir esse nível de engajamento de seus funcionários, os dois mineiros tiveram que trabalhar sua cultura e relação com o time.

E que trabalho! Israel chegou até mesmo a sair de Minas, pegar um avião, e ir para várias cidades do Brasil na busca por colaboradores que tivessem um bom fit cultural com o Meliuz. O problema era que essas pessoas já estavam em grandes organizações e convencê­las a deixar para trás não só seu emprego como também amigos e família, para ir morar no interior de Minas não era uma tarefa tão trivial assim. Foi aí que o empreendedor teve uma ideia que mudou tudo.

Sabe quando você está em dúvida sobre qual carro comprar e faz um test drive? Foi isso que Israel propôs aos futuros colaboradores. Durante 2 semanas eles vivenciavam a rotina e a cultura do Meliuz, conversando com pessoas chaves na empresa. E o resultado? O recrutamento de novos talentos parou de ser um desafio, já que todos os candidatos saiam encantados com a cultura da empresa.

Entenda as principais lições dessa conversa:

  1. Cultura é algo sobrenatural: Cultura é o que move a empresa, é contratar pessoas que pensem como você, que acreditem no que você diz. A partir do momento que isso acontece, a cada pessoa que entra no time e vivência tudo isso o sentimento é impulsionado;

  2. Você é o reflexo da empresa: Você vende o inevitável quando mostra como sua empresa realmente é. Seu papel, como empreendedor, é olhar pra quem está na frente e acreditar;

  3. Ninguém compra só ideia: Esteja pronto para explicar para o seu time, e futuros investidores, sobre o seu planejamento, visão de futuro, processos. No começo sua empresa pode não ter todas as respostas, mas com o tempo você fica mais resistente e forte.

> Fonte: Portal Administradores

> Texto também publicado no site da FDCL.

Chatbots: como será a interação entre empresas e consumidores no futuro?

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Paulo Ribas, Diretor de Soluções Mobile da Cedro Technologies

Por Paulo Ribas*

Atualmente, é difícil encontrar quem não utilize os apps de mensagens para se comunicar no dia a dia. Disparado entre as plataformas mais utilizadas, estão o WhatsApp e o Messenger do Facebook como mostra uma pesquisa no Mobile Time focada em sistemas de mensagens em 9 países, incluindo o Brasil. Foram realizadas 2 perguntas. “Qual app você usa com mais frequência” e “Qual app você mais usa?”

 

As empresas, a partir da constatação de que é cada vez mais difícil convencer seus clientes a baixarem seus aplicativos, seja pelo fato dos smartphones mais vendidos ainda terem um espaço de memória reduzido ou pelos custos envolvidos no processo de divulgação, começam aos poucos a perceber que a interação com o cliente em ambiente mobile é mais efetiva e acontece mais rápido, se ela ocorrer em um app que o cliente já utiliza.

É neste momento que os sistemas atuais de mensageria caem como uma luva.

Atendimento por telefone x atendimento por chat online

Dessa forma, muito dos atendimentos que eram realizados por call centers com uma quantidade expressiva de atendentes começaram a migrar para o chat on line trazendo um ganho de produtividade considerável, uma vez que 1 atendente fala por áudio com 1 cliente,mas conversa com até 5 clientes no chat. Isso sem levar em conta que ninguém gosta de ficar ouvindo música enquanto aguarda por uma resposta no telefone, mas tolera esperar um retorno no chat até porque realiza outras atividades enquanto não tem a solução do seu problema.

A evolução natural das mudanças na forma de interação das empresas com consumidores está na adoção dos bots (diminutivo de robot em inglês) e é nesse sentido que marcas como Facebook, Microsoft, Telegram, WhatsApp, WeChat e MyPush entre outros aplicativos de mensagens que estão investindo fortemente no desenvolvimento de bots (softwares de respostas automáticas, programados para executar tarefas pré-determinadas e assim atuar de forma automatizada a cada inserção de dados).

 Os Chatbots

Utilizando os bots para criar conversas (chats), gerenciando perguntas e respostas durante uma interação com pessoas reais, temos os chatbots.

Até aqui, embora já seja uma grande transformação nessa forma de comunicação entre clientes e empresas, os chatbots estavam sendo utilizados para responder a questões previsíveis. Um exemplo dessa característica está no chatbot do jornal americano The Wall Street Journal que atende no Messenger do Facebook.

Lá é possível digitar código de uma ação e o bot retorna com a cotação, um gráfico da evolução do dia e outras informações como volume negociado, máxima e mínima cotação do dia sendo ainda possível solicitar mais informações sobre a empresa emissora daquela ação ali mesmo.

A companhia aérea KLM também já utiliza o Messenger e lá o passageiro pode acompanhar alterações no portão de embarque e até solicitar mudança de assento.

A grande evolução vem com a adição de Inteligência Artificial aos bots que assim começam a reconhecer a voz do usuário para responder questões não tão previsíveis. É o caso da Siri do iPhone/iPad que atende já em português e responde com senso de humor até perguntas como “você quer casar comigo? ” ou “quer sair essa noite?”.

Outro exemplo é a Alexa da Amazon que na pequena caixa de som Echo responde a todo tipo de questionamento mas vai muito além pedindo uma pizza na Domino´s, solicitando um carro no Uber e interagindo com os aparelhos da casa, desliga a luz e altera a temperatura do ar condicionado ou ainda adiciona itens na lista de compras. Quanto mais interação, mais esperto fica o bot que vai se adaptando aos padrões de voz dos usuários da casa, suas preferências e vocabulário.

A Microsoft criou um framework que você pode consultar aqui para facilitar a vida dos desenvolvedores que através dessa plataforma podem criar e conectar bots inteligentes nos principais sistemas de mensageria do mercado apostando em serviços cognitivos como, por exemplo, reconhecimento do usuário pela foto e até percebendo se está sorrindo ou triste.

Outro exemplo de evolução é o app Kik, muito popular entre os adolescentes americanos. Criaram uma Bot Shop onde o usuário já encontra uma série de bots como o do The Weather Channel para pedir previsão do tempo ou Sephora para dicas de maquiagem e ainda é possível desenvolver seus próprios bots acessando o site da app.

Todo esse movimento é muito novo e ainda vamos ver muitas novidades aparecendo nesse ambiente de Chatbots. Mas uma certeza já temos: vieram para ficar e se você ainda não conversou com um robô, está cada vez mais perto disto.

> *Paulo Ribas é diretor de soluções Mobile da Cedro Technologies

 

Disrupção Digital: 5 tecnologias que estão impulsionando mudanças

Por Scott Rigby*

A economia digital, combinada aos avanços da tecnologia, já mudou a nossa forma de conduzir os negócios online. Mas mudanças maiores estão chegando. E estamos apenas no começo de uma época disruptiva.

Vamos às 5 tecnologias que estão atrás dessa rápida mudança.

1. A inteligência artificial e a computação quântica: Com a fama de ser um dos maiores riscos enfrentados pela humanidade, propagada por Elon Musk e por Stephen Hawking, a inteligência artificial e a computação quântica já estão deixando especialistas boquiabertos. O computador AlphaGo AI da Google foi posto à prova contra um grande mestre de Go, o jogo de tabuleiro de computador mais complexo do mundo, e o venceu em cinco rodadas, um feito que todos pensavam ser impossível nos próximos 5 a 10 anos.

Enquanto isso, um computador quântico na China recentemente quebrou o recorde do número de transações por segundo. Ao contrário de computadores tradicionais, nos quais transistores de um chip de silício são ligados ou desligados, um “qubit” pode fazer as duas coisas simultaneamente. A Google e a NASA testaram sua própria versão recentemente e, disseram, é 100 milhões de vezes mais rápida que um computador tradicional. Isso levanta a dúvida: quais indústrias não serão afetadas por este aumento na velocidade e potencial de produtividade?

2. Blockchain: Se você é um dos muitos que ainda precisam quebrar a cabeça para entender o que é a nova moeda digital, a Blockchain é um canal de distribuição de bitcoins que usa o código de computador para garantir e gerar confiança nas transações digitais.

A Goldman Sachs, por exemplo, está levando isso a sério. Apenas nas últimas semanas, a empresa investiu em uma plataforma digital de empréstimos, co-liderou um investimento de US$ 50 milhões em uma startup de bitcoin e lançou um podcast chamado “Exchanges at Goldman”, no qual executivos seniores discutem tecnologia na Wall Street.

A oportunidade da Blockchain é que ela pode ser ampliada através do uso de APIs para transferir qualquer tipo de valor entre as pessoas ou instituições. Isso inclui ações, imóveis, pontos de recompensa, propriedade de carro, e, claro, moeda.

A Blockchain tem o potencial de se tornar a única fonte verdadeira de valor monetário e negociação online. Isso pode ter um enorme impacto na indústria de serviços financeiros e em seus protocolos atuais. 

3. Veículos Autônomos: O Airbnb e Uber alcançaram sucesso a partir da ideia de economia compartilhada, mas também podem ser a razão para que nenhum de nós tenha de ter um carro. Da mesma maneira que o software e os serviços online passaram de compra perpétua para subscrição, os usuários “farão uma subscrição” para um certo tipo de carro e simplesmente farão um pedido para irem e voltarem de onde quer que seja.

Este fenômeno deve ser promissor: o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um investimento de US$ 4 bilhões em carros autônomos, enquanto três dos principais fabricantes de automóveis do mundo devem oferecer automação como um recurso padrão em 2020. Se você não quiser esperar, um kit que pode tornar o seu carro autônomo pode ser comprado por US$1.800, já um kit para um caminhão custa US$35.000. Junto com eliminação gradual de combustíveis à base de petróleo, as indústrias de base relacionadas ao segmento de automóveis enfrentarão uma grave disrupção no futuro próximo. 

4. Robótica e drones: No ano passado, uma empresa chinesa mostrou uma aeronave drone para o transporte de uma única pessoa sem controles de voo. Os drones já têm muitos usos e terão um grande efeito sobre as entregas postais, fotografias aéreas e até mesmo procedimentos para salvar vidas, como mostrado por salva-vidas brasileiros que utilizam drones para lançar coletes salva-vidas. Os drones e a robótica vão afetar a forma como bens de grande consumo são embalados e transportados, com empresas como a Amazon investindo fortemente na área de robótica para os seus centros de distribuição. A robótica foi cogitada como uma solução para cuidar da saúde ao longo do envelhecimento da população do Baby Boomers. 

5. Realidade Virtual/Aumentada: Para aqueles que não entendem do assunto, a RV é a imersão total de 360 graus em um mundo digital, enquanto que RA é tipicamente uma sobreposição digital com um par de óculos. Ambos podem ser usados para mostrar tudo, desde experiências de viagem e exercícios até jogos e imóveis. A NASA iniciou programas de treinamento para astronautas a praticarem reparos e testes em passeios espaciais através de RV.

Conclusão

Ao longo da próxima década embarcaremos em uma viagem maluca se, como esperado, essas tecnologias entrarem em total uso comercial. E como os líderes lidarão com essas disrupções futuras?

> *Scott Rigby é o principal estrategista de negócios para soluções empresariais da Adobe Ásia-Pacífico. Ele tem quase duas décadas de experiência digital e atualmente fornece recomendações estratégicas para negócios empresariais em marketing digital, análise, otimização de canal, insight do cliente e transformação de negócios.

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