Archive for novembro, 2017

30/11/2017

Ousadia ou racionalidade: qual o melhor caminho para a empresa familiar

Por mais que o tempo passe, é comum as empresas familiares ficarem marcadas pela ousadia de seus fundadores – a grande maioria formada por empreendedores natos. Um caso emblemático é o do empresário Abilio Diniz. Sua personalidade forte e agressiva nos negócios ainda leva a comparações entre o GPA antes de sua saída e após. Consultores em varejo acreditam que a empresa demorou para se recuperar do seu afastamento. Durante algum tempo, arriscou menos e esteve mais focada nos resultados financeiros do que antes. O que esse caso mostra – e tem a ver com muitas companhias do setor –, segundo os especialistas, é que o desafio está em encontrar o equilíbrio entre uma atitude de maior ousadia e um comportamento mais racional.

“Tudo em excesso, por melhor que seja, tende a ser perigoso”, afirma Juliana Costa Gonçalves, gerente de médias empresas da FDC (Fundação Dom Cabral). No caso específico de Abilio Diniz, a especialista ressalta que se trata de um caso raro de liderança empresarial muitíssimo forte no País. “Abilio vai ser sempre idolatrado por seus feitos”, comenta. Dentro das empresas familiares, muitos fundadores também são vistos com admiração. Costumam ser reconhecidos como visionários e verdadeiros “tratores” para trabalhar. Apesar disso, grande parte conta com uma personalidade mais truculenta. “Via de regra, essa é uma combinação que costuma resultar em grandes realizações”, diz Juliana. “Se a empresa possui vários sócios, normalmente um tem esse perfil”, acrescenta.

À medida que esse empreendedor começa a se afastar da gestão, diz Juliana, os colaboradores se sentem órfãos. “Há uma perda de identidade pela imagem forte que ele transmitia. Então torna-se necessário que alguém reconstrua a cultura da empresa”, explica a especialista. O problema é que, muitas vezes, quem o sucede – seja um executivo de mercado ou um sucessor da família – tem um perfil mais racional. Essa divergência de atitudes gera certa confusão de valores, insegurança e, até mesmo, conflito.

O comportamento mais racional é, em boa parte, fruto de uma melhor formação acadêmica, na qual há grande ênfase à análise de fatos e dados. Apesar disso, não é possível generalizar. Há casos de executivos que vêm do mercado e têm perfil ousado, explica Juliana, da FDC. O mesmo vale para sucessores da família, que, segundo ela, também estão cada vez mais bem preparados. “Isso ainda não é regra. Mas muitas companhias já entenderam que o jogo mudou. Seus sucessores estão fazendo MBA, procurando mais informação e trazendo experiência de fora”, diz ela. “Hoje há uma maior conscientização de que é preciso profissionalizar a gestão para garantir a longevidade do negócio”, ressalta.

Uma maneira de unir esses dois comportamentos é o sucessor ou o executivo trabalhar mais próximo do fundador por um período, antes de ele deixar a companhia definitivamente. Para Domingos Ricca, sócio-diretor da Ricca & Associados, essa iniciativa permite demonstrar ao dono que o mundo se transformou e não é mais possível tomar decisões apenas na base da intuição. E isso envolve até mesmo investimentos menores, como a compra de um equipamento. “O empresário deve questionar sua utilidade, quanto trará de retorno em redução de custos, aumento de produtividade e de vendas, entre outros aspectos”, afirma. Por outro lado, essa convivência permitirá ao herdeiro ou profissional de mercado entender melhor as vantagens do comportamento mais ousado do fundador.

“A troca de experiências entre quem está chegando ao comando da empresa e quem a fundou é muito importante”, diz Juliana, da FDC. Esse equilíbrio permite correr riscos calculados. Ou seja, entrar de cabeça apenas depois de analisar relatórios e impactos sobre o negócio. A partir disso, consegue-se montar diferentes cenários, garantindo maior assertividade nas decisões. Dessa forma, a empresa começa a acumular resultados, o que devolve confiança ao ambiente corporativo.

> Fonte: Portal SM.

> Texto também publicado no site da FCDL.

29/11/2017

Como lidar com pessoas grosseiras?

A pergunta acima me foi enviada por uma telespectadora de meus programas de televisão. Segundo ela, as pessoas perderam a noção e o conceito de polidez e educação no ambiente de trabalho: “As pessoas são grosseiras em tudo”, afirma ela. “São grosseiras no falar, no comer, no sentar, na forma de responder, no reclamar”, continua. E essa telespectadora não foi a primeira a me fazer o mesmo comentário. O que fazer?

A falta de educação e de polidez está tornando difícil ou quase impossível o convívio entre chefes e subordinados, entre colegas de trabalho, entre colaboradores e clientes e fornecedores. A verdade é uma só: ou fazemos um pacto de civilidade em nossas empresas e organizações ou a guerra surda ou declarada só irá piorar.

E dentro desse pacto as empresas e organizações precisam, com urgência, realizar treinamentos de civilidade e boas maneiras para seus colaboradores. Conheço empresas que têm vergonha de fazer esse tipo de treinamento acreditando que possa ofender os colaboradores. Puro engano! As pessoas hoje precisam e querem aprender o que seus pais e a escola não ensinaram.
A forma de discutir boas maneiras tem que ser bem cuidada para que o tema não vire gozação ou afetação exagerada, nem constranger as pessoas. Podem ser utilizados vídeos, trechos de filmes, exercícios, tudo de forma leve e descontraída, explicando-se o conceito de civilidade e de dignidade e sua importância para o convívio saudável entre as pessoas, principalmente no ambiente de trabalho, onde não escolhemos as pessoas com quem convivemos.

Pessoas “grosseiras”, como descreveu a telespectadora, nem sempre têm culpa de sua grosseria. A maioria delas não recebeu uma educação civilizada. Há pessoas a quem nunca foi ensinado sequer como pegar num garfo e faca, como se comportar numa reunião social ou num ambiente de trabalho e menos ainda como falar sem ofender ou mesmo a consciência de que seus direitos terminam onde começam os direitos das outras pessoas. É preciso fazer a caridade de ensiná-las.

Muitos me dirão ser um absurdo que a empresa tenha que educar para a civilidade, o que deveria ser uma atribuição da família e da escola. Concordo! Mas se quisermos ter sucesso e paz em nossas empresas e organizações vamos ter que enfrentar mais esta!

> * Luiz Marinz é antropólogo e consultor.

> Fonte: Portal Novo Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

28/11/2017

Especialistas dão dicas para que sua empresa possa crescer no próximo ano

Crescimento é fundamental, mas não é fácil. Nossas pesquisas mostram que empresas que conseguiram crescer mais que o PIB tiveram duas vezes maior chance de entregar um retorno acima do mercado do que aquelas que cresceram menos. Por outro lado, as corporações que não tiveram uma taxa de expansão superior ao PIB em um ciclo econômico tiveram cinco vezes mais chance de desaparecer no próximo.

Com a esperança do término da crise, os varejistas brasileiros que estavam mais focados em eficiência começam a voltar suas atenções à ampliação das vendas. É bem verdade que o crescimento não saiu do radar das empresas e algumas tiveram êxito. Mas o que fizeram esses campeões de crescimento?

Uma das capacidades dos vencedores é a de “garimpar”, ou seja, buscar mercados ou categorias que crescem acima da média. Das 30 empresas que mais cresceram no Brasil, descobrimos que 73% do resultado veio dessa alavanca. Já a expansão por meio de fusões e aquisições representou apenas 23% e via ganho de market share, ínfimos 4%.

No varejo, essa estratégia tem de ser parte do modelo de negócios. É essencial avaliar de forma constante e granular os itens que crescem acima do mercado e adicioná-los rapidamente ao portfólio. Também é chave revisar a alocação de espaço, privilegiando itens que crescem mais. Por último, as empresas têm sempre de trazer novos itens ao portfólio. Varejistas que foram mais rápidos em testar e dar maior espaço a categorias como cervejas especiais ou “sucos 100% da fruta” conseguiram avançar mais.

Uma segunda maneira de “garimpo” é a busca e o investimento em formatos que mais crescem. A expansão de modelos de atacarejo para captar consumidores mais sensíveis a preço é um bom exemplo.

A terceira forma é a identificação das cidades ou microrregiões que crescerão mais. Mesmo em um Brasil que passou por uma recessão nos últimos dois anos, diversas microrregiões mostraram desenvolvimento. Posicionar-se antecipadamente nesses mercados é a chave para crescer em um cenário adverso.

Poucas empresas usaram essas três estratégias. Contudo, as que usaram conseguiram crescer durante a crise e vão usar as mesmas estratégias para crescer ainda mais quando a economia voltar a crescer.

> * Heloisa Callegaro é sócia; e Dioscoro Gomes é gerente sênior na prática de bens de consumo e varejo da McKinsey.

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

27/11/2017

Cinco erros comuns dentro da loja

A rotina diária faz com que alguns detalhes não menos importantes sumam aos olhos dos lojistas e gerentes no varejo. Aqui listamos 5 erros comuns com os quais você precisa se preocupar na sua loja:

1. Exagerar na criatividade

Cuide para que a comunicação seja sempre óbvia, clara e rápida. Fazer piadas e utilizar humor, é algo somente para profissionais. O uso de estratégias erradas em uma propaganda da sua loja pode levar a uma depreciação gigante da sua marca. Ou então acabar por levar a mensagem errada ao seu cliente.

2. Não renovar a fachada

Sabe aquela casa que você passa perto dela todos os dias e não observa, mas bastou uma pintura nova para você até se perguntar – Esta casa já existia aqui? – Pois a fachada da sua loja tem o mesmo efeito. Quando você pinta ou renova a placa os clientes percebem muito mais a sua loja. Placas estragadas, sem iluminação ou apagadas passam uma péssima primeira impressão.

3. Provador sem ganchos ou sem puffs

Não tem nada mais chato que ter de ficar se equilibrando dentro de um provador de loja por falta de um lugar para assentar e ainda por cima ter que ficar segurando aquele monte de roupas. Sem falar que em alguns casos temos clientes idosos ou crianças provando roupas.

4. Manequins estranhos

Cuidado com o excesso de criatividade na composição de looks e poses dos manecos. Na publicidade e no merchandising visual aplica-se também aquela famosa frase “Menos é mais”. Evite excessos e poses muito diferentes. Se não for um profissional da área, evite fazer aquilo muito fora do convencional se não tiver a plena certeza de como os clientes irão interpretar aquilo.

5. Regras demais

Antes de criar uma nova regra, perceba primeiro se está adequada ao novo tipo de cliente que atendemos. Proibir fotos por exemplo? Em plena era pós digital, quando todo mundo tem um celular que pode enviar fotos para mostrar um produto e ainda ajudar a divulgar a sua loja? O será medo de alguma coisa? Só se for por medo de mostrarem algo que não está legal na sua loja. Cuidado com regras bobas e tolas.

> Fonte: Portal Varejo Ativo

> Texto também publicado no site da FCDL.

24/11/2017

Tire as principais dúvidas sobre férias coletivas

A decisão sobre se as empresas terem ou não férias coletivas no fim de ano já deve ser definida pelos administradores de algumas empresas, assim seriam menores as dificuldades na hora de tomar essa decisão e realizar esse acordo com os trabalhadores. Uma dúvida muito grande é em relação a mudanças nas férias coletivas em função da Reforma Trabalhista, contudo, as modificações não atingira o artigo que regulamenta esse tema.

Assim, continuam a valer as mesmas regras, lembrando que não basta apenas definir pelas férias coletivas, várias ações prévias devem ser tomadas antes de iniciar esses períodos, o que gera muitas confusões por parte de empregadores e empregados.

“O que vemos na Confirp é que a correria em busca de informações ocorre principalmente com a proximidade do fim de ano, isto é, a partir de outubro. As principais dúvidas que observamos são referentes a prazos, pagamentos e limites”, conta o consultor trabalhista da Confirp Consultoria Contábil, Fabiano Giusti.

Entenda melhor

As férias coletivas são períodos de paralizações concedidos de forma simultânea para todos os trabalhadores de uma empresa, ou para apenas alguns setores. A Confirp Consultoria Contábil preparou um tira-dúvidas sobre o tema.

a) Quais os principais pontos em relação às férias coletivas?

– Esse período é determinado pelo empregador, buscando a melhor forma de ajustar os trabalhos realizados, contudo há a necessidade de nunca extrapolar a limitação de 11 meses subsequentes a obtenção do direito a férias do empregado.

– Existe a opção de conceder férias coletivas para apenas determinados setores da empresa, mas também pode ser para todos os trabalhadores.

– Há a possibilidade de realizar dois períodos, todavia essa é uma excepcionalidade, e nesse caso nenhum poderá ser menor a 10 dias.

– A comunicação do empregado sobre as férias e as regras deve ser feita por escrito, com antecedência mínima de 30 dias do início do período.• Todos os dados sobre as férias devem ser anotados na Carteira Profissional e no livro ou ficha de registro de empregados.

b) Quais os passos a serem seguidos antes de determinar as férias coletivas?

– O empregador deve, com antecedência mínima de 15 dias ao período das férias coletivas, comunicar a Delegacia Regional do Trabalho Comunicar (D.R.T.) sobre a decisão com dados referentes ao início e fim das férias, indicando quais os setores ou estabelecimentos atingidos;

– Enviar uma cópia da comunicação feita ao D.R.T. aos sindicatos das categorias que serão abrangidos pelas férias;

– Lembrando que os trabalhadores também deverão ser avisados mas neste caso com antecedência de 30 dias, colocando comunicados nos locais de trabalho.

c) No caso de empregados que não completaram o período de direito para férias, como deverá ser o procedimento?

Primeiramente, se deve definir quantos dias o funcionário possui de direito, por ocasião das férias coletivas, considerando o tempo de serviço e faltas existente no período. Caso este empregado tenha direito a menos dias do que a empresa estipulou para férias coletivas, este empregado ficará de licença remunerada, devendo retornar ao trabalho na mesma data dos outros empregados.

d) Como se dá o pagamento das férias coletivas?

Realmente grande parte dos questionamentos sobre o tema é em relação ao pagamento dos funcionários, contudo, neste ponto não existe mistério, tendo o mesmo formato das demais férias dadas aos trabalhadores. Lembrando que no caso do funcionário não tiver completo um ano de período de trabalho, o pagamento será proporcional ao período de férias que tem direito e o restante será dado como licença remunerada.

e) Quais outros pontos relevantes e relação ao tema?

– Empregados com menos de 18 anos ou com mais de 50 anos devem ter o período de férias uma única vez, assim, se as férias coletivas forem menores do que esses possuem por direito, deverão prolongar o período para eles, para que possam assim aproveitar integralmente esse direito. Caso o período por direito seja menor deverá se considerar o período excedente de coletiva como licença remunerada.

– Estudante menor de 18 anos deverá ter o período coincidente com o de férias escolares, nos casos em que as coletivas ocorrerem em época diversa, o período de férias coletivas deverá ser considerado como licença remunerada, e as férias legais, serão concedidas juntamente com as férias escolares.


> Fonte: Portal Newtrade.

> Texto também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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