Posts Tagged ‘Empresa’

06/12/2017

O que o seu estoque diz sobre a gestão da sua empresa?

Organizada, preparada, assertiva, eficiente, integrada, ágil – quais desses atributos o seu estoque daria para a gestão do seu negócio? Eis uma pergunta que precisa ser feita diariamente pelos gestores de pequenas empresas, pois é a armazenagem e o controle das mercadorias que garantem a continuidade das vendas, já que permitem checar quantos itens faltam para acabar a reserva de determinado produto, nortear campanhas de desconto e evitar investimentos em produtos que não estão gerando receita.

Por isso, é fundamental que os diretores e gerentes incluam nas rotinas de trabalho o chamado Inventário de Estoque, ou Contagem, que é um procedimento básico para se ter uma visão mais completa dos negócios e poder assegurar que os insumos que a organização está adquirindo dos fornecedores estão sendo realmente entregues, por exemplo. E para realizar esse controle, o pequeno atacadista ou varejista pode recorrer a duas formas de inventário: o geral e o rotativo.

O Inventário Geral é a contagem física das mercadorias, ou seja, uma por uma, e é realizada sempre no final de cada exercício contábil. Possui efeito fiscal e deve ser feita contando todos os itens do estoque. Esta é a maneira mais comum praticada pelas pequenas empresas, pois envolve pouco investimento, embora esteja mais sujeita a erros, cometidos principalmente pela intervenção manual.

Já o Inventário Rotativo é o levantamento periódico dos itens guardados. Para sua realização, é preciso selecionar periodicamente um número reduzido de itens para que sejam contados com uma frequência predeterminada (diária, semanal ou mensal) de acordo com a realidade de cada empresa. Finalizada a contagem desses itens, selecionam-se outros e, assim, sucessivamente.

Esse último modelo de contagem aumenta a precisão da armazenagem de produtos, pois é possível encontrar e corrigir divergências encontradas – como uma mercadoria que não foi entregue na quantidade encomendada, por exemplo – de forma muito mais rápida e não só no momento do Inventário Geral que é feito anualmente, o que torna muito mais difícil apontar os motivos das eventuais divergências.

Fazer o Inventário de Estoque é fundamental para a boa gestão das empresas, em especial para os segmentos atacado e varejo. Além de uma obrigação legal, esse procedimento ajuda a otimizar vendas e reduzir custos.

E como ter as informações em mãos para fazer uma boa gestão do estoque? A melhor alternativa é conhecer as melhores práticas que envolvem o processo de estocagem e investir em ferramentas automatizadas que possibilitem, de forma simples, o controle das entradas e saídas de mercadorias, permitindo as análises dos prazos de pagamento e recebimento, as quantidades mínimas e máximas de compras, os itens com maior e menor saída, etc. Dessa maneira, melhorias podem ser estruturadas de forma que os erros não se tornem recorrentes e seu estoque volte a falar bem da gestão da sua empresa.

> * Marcos Santa Cecília é consultor comercial.

> Fonte: Portal Administradores

> Texto também publicado no site da FCDL.

28/11/2017

Especialistas dão dicas para que sua empresa possa crescer no próximo ano

Crescimento é fundamental, mas não é fácil. Nossas pesquisas mostram que empresas que conseguiram crescer mais que o PIB tiveram duas vezes maior chance de entregar um retorno acima do mercado do que aquelas que cresceram menos. Por outro lado, as corporações que não tiveram uma taxa de expansão superior ao PIB em um ciclo econômico tiveram cinco vezes mais chance de desaparecer no próximo.

Com a esperança do término da crise, os varejistas brasileiros que estavam mais focados em eficiência começam a voltar suas atenções à ampliação das vendas. É bem verdade que o crescimento não saiu do radar das empresas e algumas tiveram êxito. Mas o que fizeram esses campeões de crescimento?

Uma das capacidades dos vencedores é a de “garimpar”, ou seja, buscar mercados ou categorias que crescem acima da média. Das 30 empresas que mais cresceram no Brasil, descobrimos que 73% do resultado veio dessa alavanca. Já a expansão por meio de fusões e aquisições representou apenas 23% e via ganho de market share, ínfimos 4%.

No varejo, essa estratégia tem de ser parte do modelo de negócios. É essencial avaliar de forma constante e granular os itens que crescem acima do mercado e adicioná-los rapidamente ao portfólio. Também é chave revisar a alocação de espaço, privilegiando itens que crescem mais. Por último, as empresas têm sempre de trazer novos itens ao portfólio. Varejistas que foram mais rápidos em testar e dar maior espaço a categorias como cervejas especiais ou “sucos 100% da fruta” conseguiram avançar mais.

Uma segunda maneira de “garimpo” é a busca e o investimento em formatos que mais crescem. A expansão de modelos de atacarejo para captar consumidores mais sensíveis a preço é um bom exemplo.

A terceira forma é a identificação das cidades ou microrregiões que crescerão mais. Mesmo em um Brasil que passou por uma recessão nos últimos dois anos, diversas microrregiões mostraram desenvolvimento. Posicionar-se antecipadamente nesses mercados é a chave para crescer em um cenário adverso.

Poucas empresas usaram essas três estratégias. Contudo, as que usaram conseguiram crescer durante a crise e vão usar as mesmas estratégias para crescer ainda mais quando a economia voltar a crescer.

> * Heloisa Callegaro é sócia; e Dioscoro Gomes é gerente sênior na prática de bens de consumo e varejo da McKinsey.

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

01/11/2017

Sua empresa está ultrapassada se ela tem estas cinco atitudes

As prioridades do mercado de trabalho mudaram, mas muitas empresas não se adaptaram ao novo. Será que esse é o caso do seu negócio? Nos últimos anos, as prioridades do mercado de trabalho mudaram muito: não apenas as demandas dos consumidores são outras, mas também os princípios dos funcionários. Mesmo assim, muitas empresas parecem estar paradas no tempo – e, com isso, perdem boas oportunidades de negócio.

Será que esse é o caso do seu empreendimento? Para saber se suas práticas de gestão não estão de acordo com a era digital, EXAME conversou com especialistas e elencou alguns sinais que sugerem a desatualização do seu negócio. Tais práticas vão desde ignorar os anseios de consumidores e funcionários até ter gastos supérfluos e relevar o impacto do seu empreendimento no meio ambiente.

Confira, a seguir, cinco atitudes que mostram que sua empresa está ultrapassada:

1 — Sua empresa não sabe que felicidade gera produtividade

Os negócios que antecipam tendências já entenderam algo fundamental: as pessoas precisam ser bem tratadas para produzirem. Por isso, formular regras draconianas quanto a meras formalidades, como vestimentas e jornada de trabalho, é um dos sinais de que seu empreendimento está ultrapassado.

“Quem é mais feliz também é mais produtivo. Não tem jeito”, afirma Renato Auriemo, fundador do espaço de coworking CO.W. Para o especialista, os funcionários são cada vez mais exigentes: querem áreas de descompressão, contato com outras pessoas e flexibilidade, por exemplo. “As empresas que não perceberem isso terão dificuldade em contratarem as melhores cabeças.”

2 — Sua empresa não presta atenção no cliente…

Para Auriemo, o fechamento dos acordos também era mais simples antigamente. Com pouca oferta e muita demanda, uma negociação se resumia a um simples “sim” ou “não”. Se um cliente não quisesse comprar seu produto ou serviço, sem problemas: outro iria aparecer. Hoje, há muita oferta no mercado e ganha quem possuir a melhor solução para o consumidor. Nesse cenário, a melhor forma de descobrir o que seu cliente procura é por meio da interação.

Conceitos como big data e inteligência artificial permitem que seu negócio conheça muito melhor seu consumidor, dando um atendimento mais preciso. Os empreendimentos que não participarem dessa virada tecnológica e levarem ao extremo o foco no cliente estão fadados ao passado, afirma Enio Pinto, gerente de atendimento do Sebrae Nacional.

“Estamos vivenciando a era da experiência. A entrega do produto está commoditizada: a caixa de leite, o livro ou o tênis que você vende pode existir em diversas lojas. Então, como se diferenciar aos olhos do cliente? Pense na experiência dele ao interagir com sua marca.” Atualize-se: Descubra com a Wittel como gerar lucro com a experiência do cliente Patrocinado

3. … E nem na concorrência

De forma análoga, sua empresa também precisa ficar de olho na concorrência: a qualquer momento, ela pode desenvolver uma nova estratégia. Em um mercado super competitivo, ignorar tais avanços é a receita certa para ser ultrapassado.

“É muito importante, no mundo de hoje, estar conectado com outras pessoas e com outras empresas para se desenvolver. O isolamento é a atitude ultrapassada mais perceptível: a empresa acha que tem uma ideia brilhante e, assim, pensa que irá sobreviver sozinha para sempre”, afirma Auriemo, do CO.W. “Fechar os olhos para essa interação pode fazer com que sua empresa fique para trás.”

Ter a necessidade de buscar informação e de desenvolver contatos é justamente um traço dos empreendedores. Antigamente, para ter sucesso no mundo empresarial, bastava ser um bom administrador; hoje, além de dominar técnicas de gestão, é preciso ter tais traços inovadores incorporados ao seu comportamento.

4 — Sua empresa vive um luxo desnecessário

Um sinal fácil de perceber de que seu negócio está ultrapassado é olhar ao seu redor: você possui itens que não são necessários, apenas para manter um certo “status”? Adquirir um espaço enorme, um maquinário de produção gigantesca ou contratar funcionários a mais fazem com que seu negócio fique financeiramente imobilizado – o que impede dar a devida importância à inovação.

“Vemos muitas empresas que se comprometem com grandes gastos e esquecem de investir no core business, como desenvolvimento de produto e funcionários talentosos. Esse é um problema que pode fazer com que seu negócio fique para trás”, afirma Auriemo, do CO.W.

5 — Sua empresa acha que sustentabilidade é descartável

Você acha que sustentabilidade é apenas uma palavra bonita que faz parte da campanha de marketing? Se a resposta for sim, saiba que seu negócio não irá durar por muito tempo. Especialmente durante períodos de recessão econômica, a questão sustentável costuma ser ignorada por empresários em prol da venda a qualquer custo. Mas não há como sobreviver em médio e longo prazo dessa forma, em qualquer tipo de negócio, analisa Pinto, do Sebrae Nacional.

“Preocupar-se com a sustentabilidade não só passa uma mensagem positiva da sua marca, conquistando consumidores conscientes, mas é uma forma de crescer de forma saudável. Incorporando tal conceito nas práticas do seu empreendimento, você reduz custos energéticos e hídricos e ajuda a preservar o entorno”, explica o gerente.

> Fonte: Portal Exame.

> Texto também publicado no site da FCDL.

Programa “Avança Varejo” financia crescimento das empresas

Pensando em criar um ambiente mais favorável ao fomento das atividades do setor varejista, com juros menores e tarifas mais atrativas, o Sistema da Confederação de Dirigentes Lojistas (Sistema CNDL) e a Caixa Econômica Federal (CAIXA) firmaram uma parceria voltada para os lojistas de todo Brasil: o programa Avança Varejo.

O acordo de cooperação Avança Varejo disponibiliza ao associado do Sistema CNDL condições diferenciadas de produtos e serviços conforme a necessidade individual de cada empresa.

O programa faz parte de um rol de inciativas da CNDL direcionadas ao empreendedor associado.

Você pode fazer sua proposta de financiamento pelo site http://www.cndl.org.br/avancavarejo/

Cinco passos para saber se sua empresa terá vida longa

Por Arnaldo Vhieira*

Para muitas pessoas, o fim do ano é um momento de refletir sobre as realizações dos últimos doze meses e planejar as novas ações para ano que se aproxima. No mundo dos negócios, entretanto, essa reflexão deve ser contínua. Sabe-se que o bom empreendedor é aquele que planeja suas ações, organizando os recursos para concretizá-las, mas, acima de tudo, controla os resultados: o crescimento sustentável de uma empresa deve ser fundamentado nesse propósito de vigilância estratégica contínua.

Nesse sentido, entendemos que a perda de controle pode trazer consequências negativas para a sustentabilidade do negócio, que afetarão o desempenho a curto, médio e longo prazo.

Existe, claro, uma preocupação com o crescimento de uma empresa, seja de qualquer porte ou natureza de atividade. Por isso, apresento aqui, a partir de uma perspectiva de gestão financeira, alguns indicadores que podem servir como parâmetro para manter esse controle permanente e, assim, ajudar o empreendedor a compreender a situação do presente e as possibilidades de crescimento futuro.

Esses indicadores permitem analisar a realidade financeira adequada e podem ajudar na obtenção de resultados cada vez melhores. Veja quais são:

1. Liquidez corrente

Um indicador extremamente importante é a capacidade de liquidez corrente, pois mostra que a empresa pode cumprir com seus compromissos no curto prazo. Esse índice mostra o crescimento saudável do negócio e o cumprimento com suas obrigações no período.

2. Margem operacional

Outro indicador é a margem operacional, que avalia os ativos, investimentos e retorno de vendas. Com isso, mede a rentabilidade, comparando os diferentes desempenhos da empresa nos mais diversos períodos. A margem operacional mostra o ganho real após deduzidas todas as despesas com as operações e demostra qual o percentual efetivo de ganhos de vendas.

3. Market share

Também é preciso identificar qual a participação da empresa no mercado em que atua e as reais possibilidades de cresimento. Para essa análise, temos o market share, responsável por demostrar a capacidade de atender o público alvo desejado. A clareza do market share deve associar-se ao monitoramento da satisfação dos clientes para com os produtos vendidos ou aos serviços prestados pela empresa.

4. Satisfação dos consumidores

Portanto, ao analisar essa satisfação (e temos muitas ferramentas e metodologias de pesquisa para isso), a empresa pode mudar suas ações futuras para aumentar sua carteira de clientes. Podemos nomear este indicador como grau de satisfação de consumidores.

5. Faturamento e lucratividade

E, por fim, é importante ter a clareza de que os indicadores citados são alimentados com dados do saldo financeiro resultantes das vendas, o que indica o faturamento e a lucratividade do negócio. Tenha a consciência de que todas as ações devem ser equilibradas com visão de futuro, não esquecendo que, ao final de todo ciclo ou exercício financeiro, deve-se realizar um criterioso inventário para saber, de fato, qual a verdadeira realidade do negócio.

Repito aqui um lembrete: sustentabilidade, rentabilidade e lucratividade estão nas competências para equilibrar as ações empreendedoras e a ansiedade para o sucesso.

> * Arnaldo Vhieira é coordenador do curso de Gestão Financeira do Complexo Educacional FMU.

> Fonte: Portal Exame

> Texto também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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