Archive for Maio, 2016

É hora de um olhar mais positivo para a economia

A velha máxima “o mar não está para peixe” poderia muito bem ser aplicada aos negócios no Brasil de uma maneira geral. Afinal, esse é cenário exibido pelos principais indicadores econômicos do País, o que inclui consumo, desemprego, inadimplência e outros.

Mas, diante de um novo governo, há esperança pela retomada do crescimento econômico. E esse novo momento do País também merece outra velha máxima: é hora de observar pelo lado do copo meio cheio. É o que faz a Ri Happy, a maior varejista de brinquedos do país. A empresa é uma das muitas que decidiu manter o pé no acelerador quando o assunto é investimento.

“Nossas apostas no país são de médio e longo prazos e fatores momentâneos não comprometem nosso cronograma. A Ri Happy manterá seus investimentos previstos para o ano e aposta nos seus consumidores que sempre dão uma resposta positiva de mercado quando bem atendidos e com a oferta de produtos capaz de suprir os seus desejos”, afirma Carlos Fernandes, diretor de operações da Ri Happy.

O executivo pondera sobre questões pertinentes a gestão empresarial e que também devem ser observadas mesmo diante de uma visão mais positiva do cenário econômico – ou o olhar copo cheio. “Além disso, realizamos uma série de ações para manter a rede sustentável. Negociamos com fornecedores, reduzimos despesas e tornamos nossos processos mais dinâmicos. A crise econômica pode gerar algumas migrações para pontas de preço mais baratas, mas o brincar é fundamental na vida das crianças e os pais têm conhecimento disso”, concluiu.

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

chaveparaosnegocios

Aplicativo quer aumentar interação entre marca e consumidor

leveEncontrar a melhor rota para chegar ao destino que se quer e, ao mesmo tempo, encontrar as melhores ofertas pelo caminho. Esta é a proposta do Leve-Me, novo aplicativo da Ótima que está disponível para sistemas iOs e Android e promete traçar a melhor roda e conectar moradores de São Paulo a ofertas. O McDonald’s já está participando da iniciativa.

O aplicativo de mobilidade urbana mostra aos moradores da cidade de São Paulo opções de rotas, utilizando diversos meios de transporte (ônibus, metrô, trem, bicicleta ou táxi) para realizar um trajeto mais rápido, confortável ou o mais saudável e, ainda, apresenta as melhores promoções que estão pelo caminho.

“Este é o primeiro app desta categoria a reunir os atributos de mobilidade urbana e, ao mesmo tempo, possibilitar a interação dos usuários com campanhas publicitárias veiculadas em nossa mídia out-of-home”, afirmou Violeta Noya, presidente da Otima.

“Com a possibilidade de unir nossa mídia com promoções, vendas de produtos e serviço, geração de conteúdo e geolocalização, as marcas podem proporcionar experiências diferenciadas ao usuário. Este, por sua vez, ganha um aplicativo para ajudá-lo a explorar melhor a mobilidade em uma cidade tão grande e complexa como São Paulo”, ressaltou a executiva.

Quem já está no aplicativo é a rede Mc Donald’s, com a promoção do Big Mac. Para participar, o usuário precisará baixar o aplicativo gratuitamente e escanear através de realidade aumentada um dos 300 painéis da campanha espalhados pela cidade. Ele receberá um cupom no app, e depois é só apresentar e trocar em qualquer loja do Mc Donald’s, em São Paulo. A promoção começa no dia 25 de maio e termina no dia 06 de junho e o cupom estará disponível para uso até 30 de junho, limitado a um por pessoa.

Com o aplicativo, o usuário poderá interagir via QR Code ou Realidade Aumentada, com campanhas publicitárias veiculadas nos painéis de pontos de ônibus, participando de promoções, recebendo conteúdos exclusivos, cupons de desconto e até brindes.

O Leve-Me também tem recursos de gamificação. Ao interagir com o aplicativo – cadastrando endereços mais utilizados, favoritando as rotas mais frequentes, contribuindo com informações sobre os ônibus e interagindo com as promoções –, o usuário acumula “pontos” para customizar seu avatar e competir num ranking com seus amigos do Facebook que também usam o aplicativo.

> Fonte: Portal No Varejo

> Texto também publicado no site da FCDL.

Precificar produtos é tarefa que exige atenção redobrada

codigodebarrasPor Batista Gigliotti*

A missão de precificar produtos ou serviços é muito importante para qualquer empresa. Fixar valores altos por determinados itens no início do negócio pode trazer fama de ‘careiro’, todavia, baratear demais pode fadar a companhia ao fracasso e a ter mais dificuldades para alcançar o ponto de equilíbrio.

Alinhar expectativas, ter plano de negócios detalhado, contar com suporte externo, além de se atentar às questões sobre o volume de vendas são dicas importantes que podem nortear o empreendedor nesse sentido

Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, estratégia e desenvolvimento de negócios, que possui mais de 30 anos de experiência na área, esclarece que “os critérios-chave para determinar o valor adequado de cada item muitas vezes são negligenciados pelos empreendedores. Almejar retorno do investimento rápido, se esquecer de etapas de pós-venda, que geram investimentos por parte da empresa, e a falta de estudos sobre o mercado podem ser considerados alguns dos grandes equívocos”.

Alinhar expectativas, ter plano de negócios detalhado, contar com suporte externo, além de se atentar às questões sobre o volume de vendas são dicas importantes que podem nortear o empreendedor para que a estratégia seja a mais assertiva possível. “Podemos mencionar a importância de pesquisar o mercado e verificar quais os diferenciais da companhia, do serviço e/ou do produto oferecido”, lembra o consultor.

Precificar produtos é uma árdua tarefa, todavia, ter em mente um plano de negócios sobre a questão pode facilitar a missão. Gigliotti explica que “é natural que no início do negócio, para atrair a clientela, a margem de lucro seja reduzida. Vale lembrar, no entanto, que reduzir essa fatia não significa ‘trabalhar de graça’ ou ‘pagar para vender’. Em raríssimas situações, que se encaixam em contexto totalmente diferenciado, como crises e sazonalidades, por exemplo, essa estratégia pode até ter sucesso, desde que implantada com sabedoria pelo empreendedor”.

> *Batista Gigliotti é presidente da Fran Systems, estratégia e desenvolvimento de negócios

> Fonte: Portal Administradores

> Texto também publicado no site da FCDL.

Como ter alta produtividade com uma equipe enxuta?

equipecdlPor Julia Ribeiro*

Quando falamos de produtividade entende-se por gerar mais resultado com os recursos já disponíveis ou diminuindo seu uso. Traduzindo para o mundo dos negócios, significa ser capaz de fazer crescer o número de clientes atendidos, e consequentemente o faturamento da empresa, sem ter que expandir, na mesma proporção, o número de funcionários e meios para executar sua a atividade-fim.

Em nossos mais de 15 anos buscando e selecionando empreendedores de alto impacto, vemos que ser produtivo pode ser o diferencial de uma empresa. Pois isso pode ser um indício de que ela inova mais rápido e atende seus clientes com mais eficiência, aumentando as suas chances de consolidar-se no mercado. Quando a empresa cresce, aumenta-se número de processos, a sua complexidade, carteira de clientes, e muitas vezes o empreendedor pensa: “preciso de mais gente!”. Certo? Não necessariamente.

A máxima de “quanto mais cabeças pensando sobre um problema, melhor” nem sempre é verdade. Contratar um profissional que sua empresa não precisa pode sair muito caro – tanto financeiramente quanto para a dinâmica da organização. Manter equipes enxutas e mais produtivas pode ser o fator de sucesso do negócio.

Eis o porquê: em um estudo da consultoria americana QSM, quanto maiores os times, menor o engajamento e produtividade individual dos membros. Isso significa que, por mais que o somatório dos resultados de um time grande seja maior que o de um time enxuto, individualmente cada funcionário atingiu um resultado inferior. Portanto, se a sua equipe é enxuta e não tem produzido bem, vale verificar as causas antes de concluir que sua empresa precisa de mais gente. A causa pode estar ligada, por exemplo, à comunicação interna (o que envolve o conhecimento da estratégia da empresa), a clareza e organização de processos.

A Supercell, empresa finlandesa que desenvolve games para celulares, criadora do game de sucesso Clash of Clans, é organizada em pequenas células independentes que desenvolvem e lançam os produtos. O CEO, lkka Paananen é um facilitador do processo e direcionador do time para a visão de futuro da empresa. Ele delega a tomada de decisão para cada célula, agilizando todo o processo de desenvolvimento e lançamento de produtos. A concorrente Zynga tem 30 funcionários para cada 1 funcionário da Supercell, mas a última foi apontada pela Forbes em 2013, como a empresa que mais crescia no mundo, e faturava US$2,5 milhões por dia.

Já a Méliuz, plataforma de cashback que devolve dinheiro na conta do usuário a cada compra online em lojas parceiras, aumenta a produtividade do time por meio de forte comunicação e direcionamento. A empresa mineira se inspirou no Google para montar seus OKRs (Objectives and Key Results) – eles são conjuntos de objetivos que se inter-relacionam e, quando alcançados, contribuem para que os objetivos macros da empresa sejam atingidos. Eles podem ser alcançados de modo coletivo e/ou individualmente.

Ao estabelecer os OKRs claros para cada time e desdobrá-los para cada funcionário, a Méliuz conseguiu engajar toda a empresa em prol da sua visão de futuro. As metas são estabelecidas para cada trimestre e há reuniões periódicas entre os times para verificar o progresso. Ao final do trimestre, uma reunião geral é convocada e novos OKRs são estabelecidos pelos líderes. Exceto o time de atendimento ao usuário, todos os demais possuem menos de 10 pessoas.

Outra ferramenta para equipes serem mais produtivas é o Kanban. Ele permite a visualização do status das tarefas de maneira rápida, o que permite sistematizar o fluxo de atividades e a gerenciar gargalos, principalmente em equipes de desenvolvimento muito enxutas. Esta ferramenta pode ajudar a organizar todo o fluxo de criação ao limitar o número de tarefas que a equipe realiza a cada período de tempo (geralmente 5-10 tarefas a cada 1-2 semanas).

Estes são alguns exemplos de como a sua equipe pode ser enxuta e ainda assim ser mais produtiva do que grandes equipes. Repare que, em todos os casos, há um progresso mensurável sendo acompanhado e melhorado de maneira colaborativa. Não podemos esquecer, contudo, que, para ter produtividade alta de fato, é importante muita disciplina para executar o plano e um time altamente engajado. Vai que dá empreendedor!

> * Julia Ribeiro é coordenadora de apoio a empreendedores em Minas Gerais da Endeavor Brasil

> Fonte: Portal Exame

> Texto também publicado no site da FCDL.

Lidar com logística é fundamental para o varejo

logísticaA questão logística é praticamente uma cláusula pétrea na gestão das atividades varejistas. Com o e-commerce não é diferente – e ainda contém um adendo: a logística reversa. Se já existem custos para garantir que o produto chegue ao consumidor, em situações em que o cliente solicita a troca as contas podem variar ainda mais.

A tecnologia, porém, é uma grande aliada na hora de resolver esses entraves no ambiente do comércio eletrônico, como aponta Graciela Tanaka, COO do Grupo Netshoes – ela tem presença confirmada no BR Week, congresso de varejo que acontece em junho, em São Paulo.

A executiva entende que lidar com a logística demanda uma busca por equilíbrio entre custos e qualidade. Fora isso, inovar na hora de oferecer opções para o consumidor faz toda a diferença na execução da operação. Em entrevista, Graciela detalha mais alguns pontos acerca do assunto.

Confira trechos da conversa:

No Brasil, a questão dos problemas de logística e devolução são bastante recorrentes. O quanto isso pesa na atividade do e-commerce?

A logística é um fator extremamente importante para o e-commerce, pois impacta diretamente na experiência de compra. No Grupo Netshoes, buscamos sempre oferecer a melhor experiência de compra desde a escolha do produto na loja até a troca. Por isso, buscamos ter processos e SLAs [Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço] internos e com nossos parceiros logísticos muito bem definidos. Também entendemos quais são os melhores fornecedores para realizar a entrega no prazo acordado na região de destino e com um custo interessante para a companhia.

O desafio é pensar em melhorias contínuas equilibrando os custos com a qualidade oferecida, a otimização dos processos e as ferramentas utilizadas e tudo isso tendo como premissa o crescimento sustentável com excelência no serviço. Temos, por exemplo, Postos Avançados dos Correios e dos demais parceiros logísticos em nossos Centros de Distribuição visando redução do prazo de entrega. Também não deixamos um pedido “dormir” em nossas instalações. O resultado é que os pedidos estão embalados e prontos para transporte em até 2h depois da confirmação do pagamento. Com isso, entendemos ser possível roteirizar os pacotes e definir o melhor modelo de envio, se rodoviário ou aéreo, para entregar os pedidos no prazo. Caso o prazo não possa ser cumprido, prezamos pela transparência no contato com o cliente, e para isso, contamos uma Central de Relacionamento própria para atendê-lo.

Como é possível inovar na questão das entregas para diminuir esse peso?

Fomos pioneiros na implantação de Postos Avançados dos parceiros de entrega, como os Correios, em nossos centros e Distribuição. Isso permitiu, além da redução em até um dia no prazo de entrega, ter acesso à informação e rastreio do pedido com muito mais assertividade. Outro ponto foi entender as necessidades do nosso consumidor e oferecer diferentes modelos de entrega, ou seja, de acordo com a conveniência dele. E aliado a tudo isso, implantar processos que garantam o cumprimento dos SLAs em toda a operação, tanto interna como com os nossos parceiros.

O quanto os custos com logística reversa influenciam na receita da marca? Vocês conseguiram reduzir isso ao longo dos anos?

Não abrimos o impacto na receita, mas posso assegurar que a reversa faz parte de um dos nossos pilares de Serviço, o qual acompanhamos constantemente a questão do custo versus melhoria dos processos e qualidade no serviço prestado. Por isso estamos sempre lançando ferramentas, como a troca na web para o nosso consumidor, assim como melhorando e evoluindo todo o nosso catálogo e conteúdo.

De que forma a Netshoes pode inovar para reduzir essa questão das trocas e devoluções? Que estratégias a marca adota para garantir a satisfação do cliente quando este solicita uma troca ou devolução?

Praticamente toda a jornada do cliente pode ser impactada por estratégias diversas, inclusive para reduzir custos de logística reversa. Por exemplo, as páginas de produtos da Netshoes e da Zattini oferecem muitas informações sobre o produto, como dimensões, ocasiões de uso, material, fotos em alta qualidade e com diversos ângulos – já que contamos com uma máquina 360º nos estúdios. Outro facilitador para o consumidor é a tabela de tamanhos, ferramenta pela qual sugerimos o tamanho ideal para roupas ao inserir sexo, altura e peso (cruzamos dados da ANAC e ABNT). Há uma expectativa do cliente que precisamos atender ou dar o máximo de informações para a escolha dele, caso contrário, ele poderá se frustrar, não fazer a escolha que considera melhor e pedir a troca do produto.

Se o cliente precisar trocar, oferecemos a troca na web. É um processo totalmente automatizado pelo qual o cliente consegue trocar um produto em apenas 2 minutos sem nenhuma interação com a nossa Central de Relacionamento. Caso o cliente precise, é possível também utilizar um de nossos canais de atendimento para realizar a troca com nossos agentes. Independentemente do canal, observamos o motivo da troca e esse feedback pode gerar indicadores de que há alguma situação a ser melhorada. Por exemplo, podemos melhorar a descrição de um produto se estivermos percebendo que muitos consumidores estão nos informando que a numeração dele é mais apertada. Assim, podemos pensar em sugerir ao cliente que escolha um número maior na própria página do produto.

O quanto a tecnologia pode auxiliar as empresas a inovar em sua vitrine de produtos e, consequentemente, reduzir a possibilidade de desejo de troca?

Pode auxiliar totalmente. A tecnologia está no nosso DNA e a utilizamos para conseguir exibir os produtos da melhor forma, ganhar escala na operação e oferecer a melhor experiência de compra para o nosso consumidor. Não podemos esquecer que nós vendemos o produto pela tela do computador, do celular ou do tablet, então o grande segredo é investir nas ferramentas e desenvolvimentos corretos, para que as imagens carreguem mais rápido e os sites sejam responsivos. Se isso for feito, com certeza a tecnologia ajudará e muito as empresas e principalmente o consumidor a se sentir mais confortável em comprar e saber que não terá problemas em trocar produtos.

> Fonte: No varejo

> Também publicado no site da FCDL.

CDL Palhoça

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